Pedal Clube, 17.10.17

Passeio de quinta à noite do Pedal Clube de Pernambuco.

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As bicicletas da cicloviagem Itália 2017.

Em cada viagem que faço, analiso antes qual a melhor opção em relação às bicicletas. Já aluguei, já comprei e já levei as minhas. Dessa vez, por uma série de motivos, preferi comprar as bicicletas em Roma. Alguns dos motivos: a ida fica mais simples, o aeroporto Fiumicino fica distante do centro de Roma e nós não queríamos ir pedalando, alugar era mais caro que comprar.

A bicicleta para cicloturismo, na minha opinião e experiência, deve ser simples e robusta. O peso da bicicleta não é o mais importante, visto que ela estará carregada com a bagagem, às vezes até com barraca e acessórios de camping.

Pense nessas bicicletas caríssimas e levíssimas onde o aro tem cinco ou dez raios: esses raios não vão aguentar o peso e o tranco de uma viagem de bicicleta. O aro deve ser robusto e os raios devem ser robustos e em grande quantidade, aros de trinta e seis furos, por exemplo.

Em resumo, no nosso primeiro dia desta cicloviagem, nós fomos até uma loja Decathlon, escolhemos e compramos duas bicicletas pesadas, resistentes e relativamente baratas, saímos da loja pedalando e voltamos para o centro de Roma pela Via Appia Antica.

As bicicletas que compramos foram:

Para Paulo: Btwin Original 520 – quadro de alumínio 6061, amortecedor dianteiro, 21 velocidades, passador grip shift, câmbio traseiro SRAM 3.0, freios v-brake, cubo-dínamo Shimano na roda dianteira, rodas tamanho 700, peso 17 kg, bagageiro, pára-lamas, farol dianteiro e lanterna traseira alimentadas pelo cubo-dínamo.

Para Eliane: Btwin Rockrider 340 – quadro de alumínio 6061, amortecedor dianteiro, 21 velocidades, passador grip shift, câmbio traseiro Shimano Tourney, freios v-brake, rodas tamanho 26, peso 15 kg, pequenas lâmpadas traseira e dianteira de pilha, bagageiro.

As bicicletas não deram problema na viagem. Todas as inúmeras subidas do trajeto foram feitas pedalando, não precisamos empurrar em nenhum trecho. As bagagens, em alforjes Ararauna, pesavam cerca de 11 kg para cada um de nós.

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Cicloviagem Recife – Arcoverde.

Cicloviagem de três dias, de Recife até Arcoverde, com um grupo de amigos ciclistas. Participantes: Bagaceira, Ruy, Ricardo, Gomes, Moysés, Flávia, Renilson, Irani, Rodolfo, Josivan, Guilherme, Rosaly, Maria Alice, Alexandre Barbosa, Alexandre Lagreca. Edson e Carol acompanharam apenas no primeiro dia. Ainda contamos com o auxílio luxuoso do kirido Kiri e do carro de Flávia e Moysés.

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12/10. Primeiro dia: partimos de Recife, Parque da Jaqueira, às seis horas da manhã, e seguimos em direção à BR-232. Após o bairro do Curado, os ciclistas tiveram liberdade para estabelecer seus próprios ritmos. Em Bonança, a maior parte parou na Cabana de Taipa para um café da manhã. Depois da subida da Serra das Russas, alguns almoçaram em Gravatá, enquanto outros preferiram seguir direto e almoçar em Bezerros. Todos se encontraram enfim no Hotel Brisas da Serra. Banho de piscina, cerveja e conversas encerraram o dia.

Total pedalado primeiro dia: 105 km.

13/10. Segundo dia: Café da manhã às seis e meia e partimos por volta das sete e meia. Seguimos pela BR-232, ainda, passando por Caruaru e São Caetano. Em Belo Jardim, parte do grupo parou para almoçar. Outros seguiram e almoçaram em Sanharó. Alguns, ainda, deixaram para almoçar na chegada ao Hotel Estação Cruzeiro de Pesqueira. Novamente, no final da tarde, boas e divertidas conversas , cerveja, piscina.

Total pedalado segundo dia: 113 km.

14/10. Terceiro dia: Novamente, café às seis e meia e partimos por volta de oito horas da manhã. Seguimos por dentro da cidade de Pesqueira até o início da rodovia PE-219, inicialmente de paralelepípedos, depois asfalto. Todo esse primeiro trecho em subida até Cimbres. Antes, a primeira parada no Santuário de Pesqueira, onde há mirantes que descortinam belas paisagens da região. Continuamos subindo, com algumas poucas descidas, até a localidade de Cimbres. Um breve descanso e fotos e continuamos pela rodovia. Alguns km depois, seguimos por estradas de terra, às vezes com um pouco de areia fofa, algumas subidas e descidas sem dificuldade. Pouco antes de voltar ao asfalto, uma parada estratégica em um bar para tomar três litrões de cerveja gelada. Entramos no asfalto, algumas subidas e uma enorme descida até a entrada de Arcoverde. Daí em diante, Rodolfo nos guiou até a casa de sua irmã, onde festejamos a chegada e a pedalada de três dias. Rodolfo preparou uma verdadeira festa, com boas comidas e muita cerveja gelada, cachaça Serra Limpa geladinha, além da piscina com água bem fria para esfriar o calor do Sertão de Pernambuco. À noite, a maior parte se hospedou no Hotel Cruzeiro de Arcoverde.

Total pedalado terceiro dia: 56 km.

Total pedalado Recife – Arcoverde: 274 km.

15/10. O retorno: Às nove da manhã, a van do Sr, Joaquim chegou ao hotel para nos buscar. As bicicletas haviam ficado na casa da irmã de Rodolfo e fomos para lá pegá-las. Colocadas no reboque e amarradas, seguimos para Recife, uma viagem tranquila e sem contratempos.

 

21/9/17 – Alberobello – Ostuni – 42 km.

Um belo dia que se dividiu em algumas fases. Acordamos em nosso curioso trullo de quatrocentos anos, fomos tomar café no Senso Unico Bistrot, indicado por Celestina, a proprietária do B&B Trulli Family. Depois dos preparativos, partimos e fizemos um passeio ainda por Alberobello, fomos conhecer as ruas e trulli do bairro (rione) Aia Piccola. Nesse rione, os trulli são quase todos de habitação, ao contrário do rione Monti, que visitamos no dia anterior, onde a maior parte dos Trulli são lojinhas e restaurantes.

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O rione Aia Piccola é belo e calmo, um bairro residencial como qualquer outro, a não ser pela incomum e única arquitetura das residências.

Depois do passeio em Aia Piccola, descemos até a esplanada em frente ao rione Monti e passamos por dentro da feira que lá acontecia. Enfim, pegamos as nossas queridas estradinhas rurais que, nessa parte da Puglia, são sempre delimitadas por muretas de pedra sem argamassa, com oliveiras e videiras, e muitos trulli por toda a parte. Passamos por vários grupos de cicloturistas também.

Chegamos a Locorotondo, outra bela cidadezinha da região. De fato, este pedaço da Puglia é um problema para o cicloturista, são muitas belas e famosas cidadezinhas muito próximas umas das outras. Todas mereceriam um pernoite, mas não se pode fazer tudo. Passeamos bastante por Locorotondo, mas havia que continuar.

Partimos de Locorotondo, que fica em uma elevação e era visível antes e depois de termos passado por ela. Novamente estradinhas tranquilas e chegamos em Cisternino, outra cidade que merece contemplação. Na parte medieval, em um pequeno largo, umas senhoras inglesas comiam em um restaurante e nos convidaram, diziam que a comida era muito boa ali. O proprietário veio de dentro e falou conosco, e decidimos almoçar ali. Era o restaurante Fuori Luogo, fora de lugar, os proprietários era Stefanno e Giovanna, eles haviam se mudado de Roma para viver em um local mais tranquilo, com os dois filhos. Stefanno era o cozinheiro, a comida era especial, e ele nos indicou o vinho para acompanhá-la. Depois do excelente almoço e sobremesa, passeamos nas vielas de Cisternino e partimos novamente.

Novamente estradinhas rurais e chegamos a Ostuni. A cidade é chamada de “città bianca” porque a maior parte das casas é pintada com cal. O costume começou há séculos por conta de uma epidemia de peste, e acreditava-se que pintar casas e muros de branco contribuía para combater a doença. O centro histórico se localiza em um monte e nele pontuam a Chiesa di San Vito Martire e a Cattedrale di Santa Maria Assunta. Na praça principal que fica ao pé do monte, uma coluna barroca com a estátua de Sant’Oronzo, um santo pugliese que é padroeiro de várias cidades.

Como já havíamos almoçado, telefonei para o B&B Soleblu, havia vaga, e fomos para lá. a proprietária nos explicou que dispunha de um apartamento só para nós, em outra rua e fomos. Era um apartamento enorme em três níveis, o primeiro com sala, cozinha e varanda, o segundo com o quarto, banheiro e varanda, e o terceiro era um terraço de onde se descortinava a cidade. As bicicletas puderam ficar no primeiro nível. A dona deixou a cozinha abastecida para o café da manhã.

Depois de banho, lavar roupa e descansar um pouco, passeamos por todo o centro histórico, que é relativamente pequeno. Almoçamos em um bom restaurantezinho no qual o atendente se parecia com o ator italiano Roberto Benigni, restaurante L’Arco dei Sapori, boa comida, bom vinho, ambiente agradável, excelente atendimento. E fim de um longo dia.

22/9/17 – Ostuni – Brindisi – 47 km.

Foram 47 km fáceis, apenas alguma chaticezinha na chegada a Brindisi, pois entramos pela zona industrial e pela cidade nova, muito movimentada, mas assim que entramos na parte histórica, tudo acalmou, ruas exclusivas para pedestre e bicicleta, como deve ser.

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Em Ostuni, como ficamos em um apartamento de três níveis só para a gente, bicicletas na sala, primeiro plano, fizemos café, a atendente do B&B havia deixado o necessário para o café da manhã, pães, iogurtes, alguma fruta. Depois dos preparativos, descemos bicicletas e bagagens, deixamos a chave dentro, fechamos a porta e saímos, era cedo, ainda aproveitamos algumas belas vistas de Ostuni, a cidade branca, banhada pelo sol da manhã. Por acaso, ainda cruzamos com a moça do B&B que estava chegando ao trabalho.

O trajeto do dia foi plano, por estradinhas rurais asfaltadas e de terra, com plantações de melão, tomates, cenouras, uvas e oliveiras. Passamos pelas cidades de Carovigno e San Vito dei Normanni. A primeira nos surpreendeu pois medieval e com belo centro histórico, castelo, igrejas e vielas.

Depois de passar a parte nova de Brindisi, seguimos pelo centro histórico em direção à baía. A conformação da baía de Brindisi é curiosíssima pois o mar entra no continente em forma de Y, então seguimos diretamente para a baía, onde deveria haver restaurantes com vista para o porto e o mar, e claro, havia. Pedalamos pela margem da baía e logo vimos um restaurante, e algumas bicicletas de cicloturistas estacionadas na frente, paramos as nossas junto dessas, era o Betty Café, esse grupo de cicloturistas, uns seis, homens e mulheres, estava comendo lá, alemães, e nós pegamos uma mesa também. Bom atendimento, bela vista, bom vinho, slow food, como quase sempre na Itália. Depois do almoço, pedalamos pela orla da baía, passeando, e depois pedalamos até um hotel próximo e nos hospedamos. O Hotel Colonna possuía, curiosamente, um local reservado e atapetado para estacionar bicicletas, dentro do hotel, próximos da recepção. Mais tarde, depois de banho e descanso, passeamos pela cidade. Em especial, fomos até a famosa e enorme Coluna de Brindisi. Na verdade, eram originalmente duas colunas que marcavam o ponto final da Via Appia. Isso foi bem significativo para nós visto que havíamos pedalado no início da Via Appia, em nosso primeiro dia de Roma. Hoje só há uma coluna porque séculos atrás, durante uma epidemia de peste na região, a cidade de Brindisi foi pouco afetada e isso foi atribuído à proteção de Sant’Oronzo, padroeiro de Lecce (e de muitas outras cidades da Puglia). Então, como agradecimento ao santo, uma das colunas foi doada à Lecce, e está lá na praça principal da cidade, com uma estátua do santo no topo.

 

23/9/17 – Brindisi – Lecce – 52 km.

Cinquenta e dois km não é muito, mas a entrada em Lecce, chatinha, fez parecer uma distância maior.

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Café da manhã no Hotel Colonna e partimos. A saída de Brindisi foi mais fácil que a chegada no dia anterior. Dali do centro, conseguimos pegar rapidamente as tranquilas estradas rurais, com plantações de tomates, melões e uvas. Passamos pelos pequeninos centros históricos de Tuturano, San Pietro Vernotico, Squinzano e Trepuzzi. As estradinhas sempre calmas e agradáveis de pedalar. Os centros, um pouco confusos demais, a prioridade, muitas vezes, dos veículos. Todas as cidadezinhas com uma ou duas igrejas antigas e interessantes. Em uma delas, tomamos um café com cornetto. Depois de Trepuzzi, desviei para Surbo, para evitar uma área industrial e estradas mais movimentadas.

Já perto do centro histórico, trânsito intenso, Lecce é uma cidade grande, noventa mil habitantes , isso é demais para quem, como nós, estava acostumado com cidades de cinco mil habitantes. De todo modo, tudo se acalmou quando adentramos as muralhas e o centro histórico, belíssimo de Lecce. Respiramos. Sentamos em um restaurante, lado de fora, e almoçamos com um bom vinho.

Telefonei para alguns lugares e consegui quarto no B&B Antico Belvedere, fomos para lá. Quartos antiquados, preço barato, um pátio de entrada bonito, lugar seguro para deixar as bicicletas. Banho, um descanso, e saímos para bater perna no centro histórico, conhecer o famoso barroco de Lecce. Passeamos com calma pois o dia seguinte também ficaríamos na cidade, para descansar e para poder aproveitar mais a beleza das edificações e das ruas medievais.

24/9/17 – Dia em Lecce, passeio, descanso.

Lecce, conhecida como a “Florença do Sul”, com algum exagero, e ainda como “Rainha do Barroco”, merece um tempo de passeio sem pressa para circular por suas ruas e admirar um sem número de edificações barrocas. Entretanto, é verdade que muitas obras da cidade sofreram e estão sofrendo forte processo de deterioração, visto que o barroco de Lecce foi executado com a característica pedra da região, a “pietra leccese”, que é branca e macia, e assim sofre mais agudamente os efeitos do clima e do tempo. Além disso, é bom, de tempos em tempos, que o cicloturista interrompa o ritmo puxado de acordar cedo, pedalar, dormir e tudo de novo. Então, acordamos sem pressa e saímos do B&B Antico Belvedere para tomar café no Cin Cin Café ao lado do Anfiteatro Romano. O B&B oferece cupons de café (café e corneto, como é usual) para um outro lugar, mas nós preferimos ir por nossa conta. E esta área da cidade, o impressionante Anfiteatro Romano, o largo onde está a Coluna de Sant’Oronzo, é um belo lugar para tomar o café da manhã olhando o movimento.

Em suma, passamos o dia batendo perna pela cidade, entrando e saindo de igrejas, olhando, curtindo. Almoçamos na Piazzetta Santa Chiara, em um pequeno restaurante, boa comida, bom preço, Urban Café. Enquanto almoçávamos no lado externo, sob uma coberta, começou uma chuva fraquinha que estava prevista apenas para o fim da tarde, mas que chegou antes da hora. Não atrapalhou o almoço, mas se ouviam ao longe os trovões. Uma sirene tocava a intervalos, perguntei ao atendente o que era a sirene, ele explicou que quando começa u m temporal com raios, a sirene toca. De tarde, com a chuva do lado de fora, descansamos em nosso quarto do B&B. À noite, já sem chuva, passeamos um pouco e tomamos um café. Foi isso, um dia tranquilo de descanso.

25/9/17 – Lecce – Otranto – 48 km.

A saída de Lecce foi mais fácil que a chegada, em pouco tempo já rodávamos por estradinhas rurais asfaltadas e tranquilas. Chegamos à pequena Acaya que nos surpreendeu por sua beleza e seu castelo. Em Acaya, encontramos pela primeira vez uma dupla de cicloturistas ingleses, não falavam italiano, trocamos algumas poucas palavras com eles e seguimos. Nos próximos dias, cruzamos com eles algumas vezes, estavam fazendo o mesmo trajeto que nós.

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Depois de Acaya, continuamos por rota tranquila em direção ao mar. Por muitos km, a rodovia segue junto ao Adriático, com algum movimento de veículos pequenos, bastante tranquila, sem caminhões e ônibus. Paisagem de belas praias cercadas de rochas. Logo chegamos à famosa Grotta della Poesia. Poesia é como um lago salgado em meio às rochas, que se comunica por baixo do terreno com o mar próximo. O dia estava entre sol e nuvens, e não tivemos coragem de enfrentar a água fria. Uma mulher corajosa desceu até a água e entrou, alguém perguntou “Caldo?” (quente?), e a mulher respondeu, brincando, “Caldissimo!” (quentíssimo). Depois de Torre dell’Orso, a estrada se afasta do mar e, apesar de cercada de árvores, se torna monótona. Poucos km antes de Otranto, começou uma chuva forte e fria, e chegamos molhados na cidade. A pergunta que sempre fazia a Eliane, a cada chegada em uma cidade, era: primeiro procurar restaurante ou primeiro procurar hospedagem? Nesse dia, molhados, fomos direto para o Hotel Bellavista, muito bem situado na entrada do centro histórico de Otranto, que é cercado por uma muralha e um castelo. Pegamos um quarto com vista para a baía da cidade, a chuva havia passado, colocamos as roupas para secar na varanda, banho e saímos para almoçar. Dentro das muralhas, encontramos o pequeno e agradável Agli Angeli Rebelli e comemos lá, polvo e um vino bianco do Salento, e algo mais.

Enxutos e de bucho cheio, passeamos pela bela Otranto, que nos surpreendeu com a riqueza de seu centro histórico. A Cripta della Cattedrale, belíssima, a própria Cattedrale di Santa Maria Annuziata, impressionante, com um exuberante piso em mosaicos, com desenhos do zodíaco, de animais fantásticos e cenas bíblicas. Dentro da Cattedrale, a Capela dei Martiri, uma incrível capela que guarda e exibe os ossos de cerca de oitocentos mártires que foram mortos quando da tomada da cidade pelos mouros. Em outra parte, ainda dentro das muralhas, a verdadeira jóia bizantina que é a pequena Chiesa di San Pietro, com pinturas bizantinas parcialmente conservadas, e muito se perdeu com o tempo, ali. Quando visitávamos essa pequena igreja, veio um forte temporal e ficamos, junto com outros turistas, presos na igreja, esperando o temporal passar. Chuva fortíssima, relâmpagos e trovões. E de repente, tudo passou, e saímos. A cidade ainda apresentava rios de água da chuva correndo pelas ruas ladeirosas, mas continuamos o passeio. Visitamos o Castelo Aragonese, as lojinhas, tomamos gelato, até que encerramos o passeio e voltamos ao hotel para descansar. No caminho, paramos para um café e uma cerveja, e vimos os cicloturistas ingleses que estavam no café vizinho. As roupas que havíamos colocado para secar na varanda estavam novamente ensopadas. Torcemos as roupas e colocamos para secar novamente. Descansamos, anoiteceu, a temperatura caiu bastante, saímos para jantar e ainda esperamos alguns minutos na fila ao ar livre e frio por uma mesa no La Bella Idrusa, um restaurante incrustado na muralha da cidade.

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26/9/17 – Otranto – Santa Maria di Leuca – 55 km.

Este dia nos presenteou com uma belíssima paisagem no percurso. Entretanto, o destino do dia, a cidade de Santa Maria di Leuca foi uma decepção: cidade pequena, bobinha, sem centro histórico. Se eu soubesse que Leuca era tão desinteressante, teria planejado ficar ou um pouco antes, ou um pouco depois.

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O trajeto é muito variado, com muitos pontos de observação da costa, muitas subidas e descidas sem fim, muitas praias escondidas entre rochas. Cidades pequenas muito bonitas, como Santa Cesarea Terme e Castro. Como o dia era mais difícil por causa do sobe e desce, nós adiamos o almoço até quando chegamos no fabuloso Canale del Ciolo, uma elevada e impressionante formação rochosa por onde o mar adentra. Junto às paredes do Ciolo, havia um restaurante e lá almoçamo s um peixe espada, e vinho claro. Durante o almoço, com a visão do paredão rochoso, ainda assistimos três ou quatro corajosos que pularam de cima do paredão para as águas cristalinas do Adriático. Foram mergulhos em pé, chumbinho, pois acredito que só um atleta profissional consegue mergulhar ali de cabeça. Depois do almoço, mais alguns km e avistamos o Farol de Leuca, e entramos na cidade. Procuramos um centro histórico que não havia, procuramos algo mais do que uma cidade interiorana à beira-mar e não havia. Na frente da igreja da cidade, conversamos brevemente com um casal alemão que há dias vínhamos encontrando ao longo do nosso trajeto. Não deu para entender se eles tinham algum tipo de apoio, mas levavam pouquíssima bagagem, e suas bicicletas dispunham de ajuda elétrica. Depois disso, escolhemos um hotel que findou por n&atil de;o nos agradar, quarto antiquado, mas tudo funcionava. Mais tarde, saímos para um breve passeio na orla sem graça e para comer qualquer coisa em um café.

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