Trilha, Tabatinga, Aldeia, Orfanato, Oitenta (54 km)

LIX-TIMBI

Feriado. Cinquenta e quatro quilômetros trilha boa. Encontraram-se na frente do parque, Ruy já estava, chegou Carol, chegou Berna, partiram às sete. Casa Forte, Apipucos, Dois Irmãos, Sítio dos Pintos. Entraram pela Vila da Fábrica e subiram para Tabatinga. As três subidas fortes de asfalto. Por dentro de Tabatinga e Timbi, pegaram a estrada de terra que vai para o hotel abandonado, subidas e descidas e muito verde. Aldeia e o estradão de paralelepípedos, cruzaram a Estrada de Aldeia e entraram em Vera Cruz. Parada e reabastecimento na Padaria São Jorge. Depois, Chã de Peroba, Estrada do Orfanato, vegetação luxuriante luxuosa, adentraram o Oitenta, Ruy lançou um olho comprido para o Bar da Cabidela, mas seguiram em frente. Desceram Pau Ferro, Berna fez uma aterrissagem elegante e macia na lateral da descida, praticamente apenas virar a bicicleta e sentar na terra, Estrada dos Macacos, uma parada na frente do Hotel Galante, muito conhecido por Ruy, que o recomenda. BR-101, Avenida Norte, Apipucos, Poço da Panela e por fim Rosarinho e o Bar do Tonhão. Chambaril, pediram dois, uma língua ao molho madeira, algumas poucas cervejas. Paulo e Baga foram ainda ao Tokyo tomar café com cheesecake de framboesa.

Advertisements

Matriz da Luz

Sem título

Olá pessoal:

Na quinta-feira, conversa com Pedro e Ruy, surgiu a ideia de fazer uma trilha no sábado cedinho, combinamos a ida para Matriz da Luz.

Ruy desistiu, convidamos também Jorge e, então, seis horas da manhã do sábado, 18, partimos do bairro da Torre, casa de Jorge e casa de Pedro, my son-in-law. Seguimos até o final da Av. Caxangá, subimos para a UR-07, cruzamos o metrô, passamos a Arena, seguimos pela rodovia BR-408 e, enfim, saímos do asfalto, entrando pelas estradas de terra entre os canaviais. Pegamos a estradinha mais agradável, sem canavial e com muita vegetação, inclusive de grande porte. Seguíamos sem paradas, apenas as naturais paradinhas breves para reagrupar no topo das subidinhas.

No centro de Matriz da Luz, uns refrigerantes, olhamos a igreja por dentro, ainda não acredito inteiramente na plaquinha que diz o ano, 1540, tenho que gugolizar isso, e seguimos. Descemos a PE-020, asfalto, tranquila, poucos veículos, cruzamos a 408 e pegamos a trilha da assim chamada Estrada da Compesa, de terra. Entramos no bairro de Parque Capibaribe e fizemos a segunda parada para reabastecimento em um mercadinho com muitas árvores e sombra na frente.

Cruzamos o bairro e retomamos a terra da estradinha junto ao Rio Capibaribe. Em certo trecho, deparamos com uma grande boiada à nossa frente, sem vaqueiro ou dono, e não teve jeito, fomos pedalando entre os animais, eles se afastavam, davam cabeçadas uns nos outros, até que em dado trecho mais largo, a boiada saiu para o “acostamento” e estacionou para a gente passar, filmamos isso, muito legal. Desembocamos na Arena, cruzamos o metrô e paramos na vendinha de Seu Luís, onde conhecemos a cadela da casa, que se chama Galega, muito simpática.

Subimos para a trilha de Brennand, e descemos por lá até a Oficina Cerâmica. Em certo ponto da trilha, a erosão causada pelas chuvas deixou o caminho muito estreito entre duas depressões, bem alto ali e perigoso de cair, não devo passar lá novamente, aquele trecho vai desabar se nada for feito. Saímos da estrada da Oficina e seguimos pela estradinha de terra paralela à principal, desembocando ao lado do Hotel Ninja. Seguimos pela Várzea, parada da água de coco, depois por dentro da Cidade Universitária, Reitoria, Canal do Cavouco, Torre, Parque de Santana e, por fim, chegamos ao Recanto Paraibano, onde almoçamos com Elis, Peter’s wife, e Patrícia, George’s wife.

Então, partimos às 6h e terminamos às 12h, fizemos 73 km em 6 horas de pedal, um bom passeio, com muitas subidas e descidas.

Quatro dias em Pombos, 250 km.

Fizemos um passeio de quatro dias na região de Pombos, Pernambuco. No primeiro dia, 2/11, partimos de Recife para Pombos por um trajeto misto, seguindo por estradas de terra até Matriz da Luz e Bonança. Almoçamos em Bonança e seguimos por asfalto até a pousada na zona rural de Pombos, completando 77 km. No segundo dia, 3/11, saímos da pousada e fizemos uma volta completa na zona rural, passando po Cacimbinhas, Apoti e Pirituba, um total de 46 km. No terceiro dia, partimos da pousada e subimos o Espinhaço da Gata, ladeira do Catonhé, vendinha de Seu Tôta, até visitarmos o Engenho Sanhaçu. Depois Chã Grande e seguimos a rota junto do Rio Ipojuca até a BR-232, perto de Gravatá, e por fim, descemos a Serra das Russas pelo asfalto, um total de 57 km. No quarto e último dia, retornamos por asfalto diretamente até Recife, um total de 70 km. Portanto, somando tudo, pedalamos cerca de 250 km. Abaixo fotos e mapas da pequena aventura.

Pedal Clube

Passeio: Pedal Clube.

Distância: 55 km.

Acordamos, eu e Baga, às cinco e vinte e quatro, e café e banho e preparativos, e desci antes dela para calibrar pneus, lubrificar corrente e, essencial, trocar o selim da bicicleta de Baga. Ela iria experimentar um selim emprestado, um selim que Moysés reputava muito bom, confortável, ela pediu para testar. Baga desceu, Parque da Jaqueira, encontramos o povo, fiz novos ajustes no selim e partimos, guiados pelo Comendador Hodson. Foi um bom passeio, muito tranquilo, poucos ciclistas, coisa de nove, se não me engano.

Subimos os Montes Guararapes, sempre é bacana passar por lá e fomos até Barra de Jangada. Uma breve parada em um posto de gasolina, e junto com o Comendador, degustamos umas Stella.

IMG_20171022_080203701_HDR

No final, na Jaqueira, Baga havia deixado uma Água Doce a gelar e fizemos uma leve degustação, com melancia e abacaxi.

Mais tarde, no Recanto Paraibano, um longo almoço de tarde toda com Ruy e fim.

De noite, em casa, café, um pouco de mapas no gps e leitura, poucas páginas, do Ulysses, Joyce.

Mata do Zumbi

Passeio: Mata do Zumbi.

Distância: 25 km.

Ciclistas: Edson, Lu, Guilherme, Carol, Águia, Silvinha, Paulo.

21-10

Acordei às cinco e vinte e quatro, café, banho e preparativos para pedalar. Desci, bicicleta, Águia chegou, bicicleta no carro, passamos na casa de Silvinha, ela e a bicicleta e fomos para o pedágio do Paiva, limite sul do Recife, em termos, porque ali já é Jaboatão. Chegaram todos, Edson, Lu, Guilherme, Carol, além dos já citados. Partimos pela Ponte do Paiva e pela ciclovia até a igrejinha, ali entramos para a estrada de terra. Passamos pela Estação de Tratamento de Esgoto e seguimos até onde a estradinha se transforma em trilha pelo meio do mato, capim, alagados e bosques. A rota é difícil, às vezes muito esburacada, e há a travessia de um riacho. Lembro que, um vez, faz tempo, com outro grupo, passei nessa trilha na estação chuvosa, e esse riachinho de três metros de largura havia se transformado em um imenso alagado que atravessamos com medo de cobra, jacaré, sei lá.

Bom, nesse trecho mais difícil e bonito, o pneu de Edson começou a dar problemas. Não entendi como foi, mas o pneu furou três vezes. Ele não havia se preparado adequadamente para isso. Guilherme, prestativo, o ajudava. Eu não ajudo quem não se ajuda e fiquei só de observação. O pneu de Edson nos atrasou enormemente, e comuniquei que iria encurtar a rota, visto que o projeto era fazer 45 km. A passagem pela grande vala que existe no meio da trilha também estava muito mais difícil que da última vez e deu um trabalhão para passar.

Na última vez em que o pneu furou, e me parece que não havia mais conserto, aconteceu de passar um ciclista que trilhava sozinho por aquelas matas, e ele, Sandro, tinha uma câmara reserva para emprestar a Edson. Daí em diante, seguimos juntos com Sandro. Cabe notar que as reclamações de Silvinha sobre as dificuldades da trilha foram muitas e constantes. Problema dela, mas isso é muito inadequado e incoveniente. Quem não quer fazer trilha, fique no Parque da Jaqueira dando voltas na pistinha asfaltada de 1 km de extensão.

IMG_20171021_094103725

Isso me faz pensar, paralelamente, nesses povos, ciclistas, que compram bicicletas caríssimas de mountain bike e se recusam a colocar as bicicletas em terra, só andam em asfalto, e asfalto seco, quando chove correm para casa. Incoerentes, pois para fazer os passeios que eles fazem com essas bicicletas, qualquer Barra Forte dava conta.

IMG_20171021_091657798.jpg

De todo modo, encurtei a rota e, na bifurcação da placa, em vez de pegar à direita para Gaibu e Suape, peguei à esquerda, direto para Itapuama. Juntamente com Sandro, fizemos a parada no caldo de cana. Edson devolveu a câmara emprestada e ficou no caldo, nós seguimos pela ciclovia do Paiva até o pedágio. Carol e Guilherme continuaram pedalando a volta para suas casas. Nós voltamos no carro de Águia e Lu foi de carro buscar Edson e fim de um passeio meio-lá meio-cá.

As bicicletas da cicloviagem Itália 2017.

Em cada viagem que faço, analiso antes qual a melhor opção em relação às bicicletas. Já aluguei, já comprei e já levei as minhas. Dessa vez, por uma série de motivos, preferi comprar as bicicletas em Roma. Alguns dos motivos: a ida fica mais simples, o aeroporto Fiumicino fica distante do centro de Roma e nós não queríamos ir pedalando, alugar era mais caro que comprar.

A bicicleta para cicloturismo, na minha opinião e experiência, deve ser simples e robusta. O peso da bicicleta não é o mais importante, visto que ela estará carregada com a bagagem, às vezes até com barraca e acessórios de camping.

Pense nessas bicicletas caríssimas e levíssimas onde o aro tem cinco ou dez raios: esses raios não vão aguentar o peso e o tranco de uma viagem de bicicleta. O aro deve ser robusto e os raios devem ser robustos e em grande quantidade, aros de trinta e seis furos, por exemplo.

Em resumo, no nosso primeiro dia desta cicloviagem, nós fomos até uma loja Decathlon, escolhemos e compramos duas bicicletas pesadas, resistentes e relativamente baratas, saímos da loja pedalando e voltamos para o centro de Roma pela Via Appia Antica.

As bicicletas que compramos foram:

Para Paulo: Btwin Original 520 – quadro de alumínio 6061, amortecedor dianteiro, 21 velocidades, passador grip shift, câmbio traseiro SRAM 3.0, freios v-brake, cubo-dínamo Shimano na roda dianteira, rodas tamanho 700, peso 17 kg, bagageiro, pára-lamas, farol dianteiro e lanterna traseira alimentadas pelo cubo-dínamo.

Para Eliane: Btwin Rockrider 340 – quadro de alumínio 6061, amortecedor dianteiro, 21 velocidades, passador grip shift, câmbio traseiro Shimano Tourney, freios v-brake, rodas tamanho 26, peso 15 kg, pequenas lâmpadas traseira e dianteira de pilha, bagageiro.

As bicicletas não deram problema na viagem. Todas as inúmeras subidas do trajeto foram feitas pedalando, não precisamos empurrar em nenhum trecho. As bagagens, em alforjes Ararauna, pesavam cerca de 11 kg para cada um de nós.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Cicloviagem Recife – Arcoverde.

Cicloviagem de três dias, de Recife até Arcoverde, com um grupo de amigos ciclistas. Participantes: Bagaceira, Ruy, Ricardo, Gomes, Moysés, Flávia, Renilson, Irani, Rodolfo, Josivan, Guilherme, Rosaly, Maria Alice, Alexandre Barbosa, Alexandre Lagreca. Edson e Carol acompanharam apenas no primeiro dia. Ainda contamos com o auxílio luxuoso do kirido Kiri e do carro de Flávia e Moysés.

recarc

12/10. Primeiro dia: partimos de Recife, Parque da Jaqueira, às seis horas da manhã, e seguimos em direção à BR-232. Após o bairro do Curado, os ciclistas tiveram liberdade para estabelecer seus próprios ritmos. Em Bonança, a maior parte parou na Cabana de Taipa para um café da manhã. Depois da subida da Serra das Russas, alguns almoçaram em Gravatá, enquanto outros preferiram seguir direto e almoçar em Bezerros. Todos se encontraram enfim no Hotel Brisas da Serra. Banho de piscina, cerveja e conversas encerraram o dia.

Total pedalado primeiro dia: 105 km.

13/10. Segundo dia: Café da manhã às seis e meia e partimos por volta das sete e meia. Seguimos pela BR-232, ainda, passando por Caruaru e São Caetano. Em Belo Jardim, parte do grupo parou para almoçar. Outros seguiram e almoçaram em Sanharó. Alguns, ainda, deixaram para almoçar na chegada ao Hotel Estação Cruzeiro de Pesqueira. Novamente, no final da tarde, boas e divertidas conversas , cerveja, piscina.

Total pedalado segundo dia: 113 km.

14/10. Terceiro dia: Novamente, café às seis e meia e partimos por volta de oito horas da manhã. Seguimos por dentro da cidade de Pesqueira até o início da rodovia PE-219, inicialmente de paralelepípedos, depois asfalto. Todo esse primeiro trecho em subida até Cimbres. Antes, a primeira parada no Santuário de Pesqueira, onde há mirantes que descortinam belas paisagens da região. Continuamos subindo, com algumas poucas descidas, até a localidade de Cimbres. Um breve descanso e fotos e continuamos pela rodovia. Alguns km depois, seguimos por estradas de terra, às vezes com um pouco de areia fofa, algumas subidas e descidas sem dificuldade. Pouco antes de voltar ao asfalto, uma parada estratégica em um bar para tomar três litrões de cerveja gelada. Entramos no asfalto, algumas subidas e uma enorme descida até a entrada de Arcoverde. Daí em diante, Rodolfo nos guiou até a casa de sua irmã, onde festejamos a chegada e a pedalada de três dias. Rodolfo preparou uma verdadeira festa, com boas comidas e muita cerveja gelada, cachaça Serra Limpa geladinha, além da piscina com água bem fria para esfriar o calor do Sertão de Pernambuco. À noite, a maior parte se hospedou no Hotel Cruzeiro de Arcoverde.

Total pedalado terceiro dia: 56 km.

Total pedalado Recife – Arcoverde: 274 km.

15/10. O retorno: Às nove da manhã, a van do Sr, Joaquim chegou ao hotel para nos buscar. As bicicletas haviam ficado na casa da irmã de Rodolfo e fomos para lá pegá-las. Colocadas no reboque e amarradas, seguimos para Recife, uma viagem tranquila e sem contratempos.