30.8.18 – Bordeaux

Dois voos longos a partir de Recife e chegamos a Bordeaux, onde começaremos o Caminho de Santiago. Passeamos pela bela cidade durante o final da tarde e o anoitecer.

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29.8.18 – Zoró

Como sempre acontece, mal a viagem começa ela já termina. Hoje à noite, 29 de agosto de 2018, quarta-feira, se tudo der certo, embarcaremos para mais uma viagem de bicicleta. Amanhã, no final da tarde, cansados e com a cabeça zoró, chegaremos ao hotel que fica bem pertinho do centro histórico de Bordeaux. Na sexta-feira, muitos preparativos finais para só começar a pedalar, enfim, no sábado. Hoje, dia longo, objetos espalhados pela casa, organização final da bagagem, embalar tudo, checar tudo muitas vezes e partir.

Passeio de domingo

No domingo, um passeio de 58 km. Amanheceu nublado, chuviscos, mas quando iniciamos o passeio às sete horas, não chovia. Nuvens escuras no sudeste e fiz uma rota tentando desviar da chuva. Santana, Casa Forte, Av. Norte, Guabiraba, BR-101 até a Caxangá, Cidade Universitária, Engenho do Meio, San Martín, 21 de Abril, Imbiribeira, Aeroporto, Setúbal, Boa Viagem, Brasília Teimosa, Zé Estelita, Bairro do Recife, Rua da Aurora e casa pouco antes das onze horas. Excelente passeio, bom ritmo, média de 18 km/h.

https://ridewithgps.com/trips/26578619

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Bagageiro dianteiro, diy

Depois de consultar alguns sites que mostram soluções para se fazer o próprio bagageiro dianteiro, como por exemplo o site dos Pedarilhos, decidi fazer o meu também.

No mercado brasileiro é difícil encontrar um bom bagageiro dianteiro. O que me parecia melhor era o da Zéfal. Entretanto, este não cobre a roda dianteira, ele só é adequado para alforjes de encaixe. Eu prefiro os alforjes do tipo Ararauna, que se ligam entre si.

Sendo assim, comprei um bagageiro traseiro comum, de aço, dos mais baratos, trinta reais, e com a ajuda de um serralheiro, cortei o excesso e adicionei uma extensão em L. Instalei o bagageiro preso ao amortecedor com duas abraçadeiras rosca-sem-fim, nas laterais, embaixo, e a extensão em L fica aparafusada à alça da suspensão, em cima.

Ficou sólido. Coloquei um dos pares de alforjes que tenho aqui em casa, com alguns livros dentro para simular a carga, dei umas voltas e achei adequado. Ainda devo fazer pequenas alterações e regulagens. Por fim, antes de fazer a longa viagem de setembro, farei um teste com carga e com uma quilometragem de cerca de sessenta quilômetros, para verificar se está ok. Fotos a seguir.

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Cicloviagem Recife – Arcoverde: 275 km

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Cicloviagem Recife – Arcoverde: 275 km

Os doze ciclistas participantes foram: Paulo, Baga, Carol, Berna, Flávia, Moysés, Ruy, Ricardo, Rodolpho, Renilso, Nildo e Irani.

Dia 1, sexta-feira, 13 de julho. Recife – Bezerros, 107 km. Partimos do Parque da Jaqueira, em Recife, por volta de cinco e meia, com um pouco de atraso e seguimos pela Paralela da Caxangá. Na Cidade Universitária, Ruy e Rodolpho se reuniram ao grupo. Seguimos pela rodovia BR-232 e fizemos paradas no posto de gasolina em Santo Aleixo, Cabana de Taipa em Bonança, posto de gasolina na entrada de Pombos, e uma parte do grupo almoçou no rodízio Chalé de Ouro em Gravatá. Enfim, chegamos ao Hotel Brisas da Serra em Bezerros.

Dia 2, sábado, 14 de julho. Bezerros – Pesqueira, 113 km. É um dia mais difícil por conta da quilometragem e porque a partida é mais tarde, após o café da manhã do hotel. Uma parte do grupo almoçou na Churrascaria Asa Branca em Belo Jardim, outra parte seguiu e almoçou em Sanharó. O grupo de trás encontrou o grupo da frente, por acaso, quando passava por Sanharó. Enfim, o descanso no Hotel Acauã de Pesqueira.

Dia 3, domingo, 15 de julho. Pesqueira – Arcoverde, 55 km. Após o café da manhã, seguimos por dentro da cidade e iniciamos a subida da serra para Cimbres. Parada de contemplação da paisagem no Santuário e seguimos subindo sempre. Em Cimbres, uma parada de descanso e abastecimento em frente à igreja. Continuamos por asfalto e logo entramos por estradas de terra. Retornamos ao asfalto e fizemos a descida final para Arcoverde. Enfim, a confraternização e o aniversário de Rodolpho na casa da irmã dele, inclusive com a participação da banda Com Vivência, tocando forró, e do sanfoneiro Pé de Guerra.

Na segunda-feira, 16 de julho, feriado em Recife, uma parte do grupo fez a viagem de volta na van do Sr. Joaquim, outros voltaram nos carros de esposas e amigos.

Domingo 8

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Acordei às cinco e trinta, preparei o necessário e saí para pedalar às seis e dezoito. Avenida Norte, Estrada dos Macacos completa e segui em frente pelos paralelepípedos no Vale das Pedreiras, a rua vai estreitando até virar um single track e por fim desce acentuadamente até uma rua larga de asfalto. Jardim Primavera e Vila da Fábrica, o novo shopping Camará começou a funcionar, Alto da Boa Vista  e logo depois subi para Timbi, mas por trás da Prefeitura de Camaragibe, até descer novamente na principal.

Encontrei com um cicloviajante, parei para conversar. Ele vinha de Manaus, uma viagem de oito meses até aquele momento. Usava roupa de ciclista, mas a bagagem parecia meio desarranjada, umas mochilas amarradas de qualquer modo na estrutura da bicicleta. O trecho mais recente que ele fizera até Camaragibe havia começado em Custódia, ao meio-dia do sábado. Ou seja, cerca de trezentos e trinta quilômetros de uma só vez. Doido, eu pensei. Ele ia se hospedar na casa de um Warmshower. Desejei boa sorte e segui até São Lourenço, entrei à esquerda pela ponte Miguel Arraes-eca.

Peguei a Avenida Oriental até entrar na BR-408. Segui até o Curado e entrei pelo bairro, saindo na 232 e retornado pelo acostamento melhor da contramão. Três ciclistas me pararam para saber como chegar à Arena e expliquei a eles. Mais na frente, um grupo de ciclista me parou para perguntar sobre o meu farol, onde havia comprado e etc. Segui por trás da Cidade Universitária e cruzei para Engenho de Meio, cruzei a Caxangá e depois Torre, Santana e casa.

Início: 6:18 – fim: 9:33 – tempo total: 3:15 – tempo em movimento: 3:05 – tempo parado: 10 minutos – distância: 56 km.

Ultreya! Buen Camino!

Ultreya é uma saudação usada entre peregrinos do Caminho de Santiago e serve para animar uns aos outros em suas jornadas a pé, a cavalo ou de bicicleta. Ultreya significa “segue adiante”, “vamos mais além”. A resposta a essa saudação é suseya, que significa “para cima”, “para o alto”. A expressão completa, “ultreya y suseya”, veio de um canto medieval conhecido como canção dos peregrinos e significa literalmente “para frente e para cima”. Hoje em dia, a saudação mais usada é o “buen Camino”, porém ainda se podem ouvir peregrinos que se saúdam com “ultreya” e recebem a resposta “y suseya”.

Solo de domingo

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Pedal solo de domingo. Acordei cedo e às seis e quinze já iniciava o passeio solo. Segui Avenida Norte, BR-101, fiz o retorno por baixo da rodovia no início da Estrada dos Macacos, voltei pela 101, Dois Irmãos, subida da UR-7, descida, Arena, BR-408, contornei o Curado, parei no posto de Santo Aleixo e fiz um lanchinho. O odômetro marcava 31 quilômetros. Comecei o retorno, BR-232, Cidade Universitária, paralela da Caxangá, Santana e cheguei em casa às nove horas com 51 quilômetros de pedal.

A bicicleta de Jacques Dubochet

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Algumas universidades dos Estados Unidos reservam vagas de estacionamento para os carros de seus cientistas Prêmio Nobel. A Universidade de Lausanne, Suíça, inaugurou uma vaga reservada para a bicicleta de Jacques Dubochet, Nobel de Química de 2017, 76 anos. A vaga especial apresenta uma placa com o nome do cientista e foi inaugurada com champanhe pela Reitora Nouria Hernandez e membros da reitoria. Para a ocasião festiva, Dubochet providenciou uma nova corrente e uma limpeza completa na bicicleta. O cientista mora em Morges, uma cidade que dista 11 quilômetros da Universidade e há mais de trinta anos faz o trajeto “E sem um único acidente!”. Ele aproveitou a ocasião para protestar contra o mau estado das estradas e disse: “Eu ainda tenho uma esperança: que um dia nós teremos uma verdadeira ciclovia entre Morges e Lausanne.”