Minas Gerais: de Itutinga até Carrancas (27 km)

A região em torno da Represa de Camargos e da Serra de Carrancas é muito bonita, valeu a pena passar por lá. Entretanto, a cidade mesma de Carrancas é sem-gracinha, tem uma igreja de 1720, com base de pedras, mas o restante das edificações não tem qualidade nem atrativos.

Planejei um trajeto curto para hoje, para poder passar com calma pela região. O relevo é suave e no topo de algumas subidas se podem ver trechos da grande Represa de Camargos.

Alguns quilômetros adiante, já podia ver o paredão da Serra de Carrancas, e é mesmo impressionante. A subida é íngreme mas não é difícil. Muito mais difíceis são as subidas da Serra do Cipó e da Serra do Caraça.

Depois do subidão da Serra de Carrancas, começa uma boa descida até a cidade. Cheguei na hora do almoço, encontrei um self-service e almocei. Fiquei na dúvida sobre continuar ou ficar na cidade, pois já via sua falta de atrativos. Entretanto, como havia mais alguma serra pela frente, em estrada de terra, e com uma boa quilometragem, preferi ficar.

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Serra de Carrancas
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Serra de Carrancas
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Serra de Carrancas
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Serra de Carrancas
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Serra de Carrancas
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Serra de Carrancas
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Minas Gerais: de Tiradentes até Itutinga (67 km)

A segunda-feira foi dedicada a passear por Tiradentes, fazer manutenção básica na bicicleta e descansar, pois fazia muitos dias que não parava, pedalava todos os dias.

Bati perna durante a manhã, fiz fotos, e bati perna no final do dia para ver a cidade com outra iluminação. As fotos estão no post anterior, clique aqui se quiser vê-las.

Durante a manhã, parei no Bar de João Rosa, o tipo de bar que aprecio: uma porta, bem pequeno, duas mesas na calçada, o próprio João atendendo, lugar simples e sem frescuras, preço bom, e tudo isso, juntinho ao lugar mais caro da cidade, o Largo das Forras. Tomei apenas uma cerveja, conversando com João e um casal do RJ que estava lá, Miguel e Regina. Miguel nasceu e morou muito tempo em Itabira e calhou do assunto chegar ao Caraça, ao qual ele já foi muitas vezes. Na última visita, levaram os netos e passaram três noites. Viram os lobos nas três noites. Me disseram que os netos, agora, estão sofrendo de abstinência do Caraça, só falam nisso e querem voltar logo.

Almocei em um self-service sem balança, fogão à lenha, comida boa e barata. À tarde, revisei os freios, limpei e lubrifiquei a transmissão, apertei parafusos que vão afrouxando com o bate-bate, fixei melhor o bagageiro.

Resta dizer, ainda, que a Hospedaria de Maria se revelou uma ótima pousada em Tiradentes, e de preço adequado. Quarto bom, novo, limpo, decorado com objetos do Bichinho, excelente café da manhã, wi-fi forte, um pátio interno onde se pode deixar a bicicleta com segurança. Excelente opção e se fica a duas ruas do centro histórico. Eu e Baga já havíamos ficado bem perto dessa Hospedaria, quase na mesma rua, no Pouso da Josi, também uma boa pousada.

Hoje, terça-feira, foi um dia quase perfeito. Um bom café da manhã na Hospedaria de Maria, um pedal de 67 km, estrada asfaltada e agradável, almoço na hora certa.

Saí da Hospedaria, passei pelo centro histórico de Tiradentes, segui por estrada calçada de pedra e de paralelepípedos até a entrada de Santa Cruz de Minas. Essa cidadezinha tem, ao longo da estrada, um monte de lojas de artesanato e de móveis artesanais. Merece uma visita de quem estiver mais dias em Tiradentes.

A seguir, passei por São João del Rey e apenas passei. Já conhecia a cidade, que tem um belo centro histórico, embora menos conservado que o de Ouro Preto e Tiradentes. Por já conhecer e por conta de ser uma cidade grande, preferi não entrar para o centro. Cidade grande está me dando agonia, depois de tanta cidade miúda.

Cidade grande, periferia e, enfim, só estrada pela frente. Segui por rodovia asfaltada e tranquila. Havia movimento de veículos, mas não era constante. Além disso, o uso do retrovisor me dá muita segurança sobre como me portar. Vejo antecipadamente que tipo de veículo está vindo. Veículos de passeio, não desço da pista, ônibus e caminhões, desço para o acostamento. A rodovia tinha acostamento, mas não era de boa qualidade.

Naturalmente, muitas subidas e descidas, mas nada demais. A paisagem era agradável, campos, morros e fazendas, mas não excepcional. Talvez, por isso, por não haver uma paisagem exuberante, parece que tive mais tempo para meditar, e o tempo passou e nem senti. Quando cheguei na cidade de São Sebastião da Vitória, na metade do trajeto de hoje, pensava que seriam umas onze e pouco e já eram doze e quinze. Parei para almoçar em um self-service sem balança, a 14 reais, boa comida e uma Brahma gelada. Descansei um tiquim e voltei para a estrada.

Algum tempo depois, comecei a ver no horizonte a serra que enfrentarei amanhã, a famosa Serra de Carrancas. Também comecei a sentir a serra, pois as subidas começaram a ficar mais puxadas.

Passei pela ponte sobre o Rio Grande e só posso dizer que é grande mesmo, talvez o maior que já cruzei por aqui.

Depois do Rio Grande, cheguei à Itutinga, uma pequena cidade que fica incrustada nas rochas, mas sem maiores atrativos. Eram cerca de três da tarde e encontrei a Pousada Dona Júlia, um bom lugar, bom atendimento da própria Dona Júlia, quartos grandes e novos, preço padrão da ER. Depois de instalado, fui até a pracinha da cidade para uma cerveja comemorativa da chegada.

A parada em Itutinga foi estratégica. Meu objetivo amanhã é a cidade de Carrancas, famosa por sua beleza e localização. Carrancas fica no topo da Serra de mesmo nome, cerca de 30 km daqui. Pelo que vi da altimetria, será uma subida bastante íngreme. Eu não pretendia fazer essa subida no fim da tarde, com o risco de chegar lá anoitecendo. Melhor pousar em Itutinga e subir de manhã, com calma, e poder curtir Carrancas à tarde.

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Minas Gerais: de Tiradentes até Itutinga
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Cenas de Tiradentes

Dia de descanso, de fazer manutenção na bicicleta e de passear por Tiradentes.

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Minas Gerais: de Lagoa Dourada até Tiradentes (46 km)

Bom, durante o café da manhã na Pousada das Vertentes, Dona Aydée me contou a história do casarão. Ela acredita que o imóvel tenha mais de duzentos anos. Algumas paredes têm mais de um metro de largura e, durante uma reforma, viu-se que a base é de pedra e as paredes são de taipa de pilão.

Dona Aydée nasceu nesse casarão. Ele pertencia à Igreja e, antes dela nascer, o padre queria demolir o casarão. O pai de Dona Aydée ficou revoltado com o padre pois, já naquela época, a cidade tinha perdido várias edificações antigas. O pai dela era fazendeiro e decidiu comprar o casarão para evitar a demolição. O negócio foi acertado e resolvido em Mariana, pois Lagoa Dourada fazia parte daquela diocese, na época, e a família passou a morar no casarão.

Curiosamente, os pais de D. Aydée se chamavam Altino e Antonieta e, portanto, os seis filhos tiveram nomes começados com a letra A. O nome dela, na origem francesa tem H, mas os pais tiraram essa letra para que começasse com A. Dona Aydée me fez lembrar da mãe de Baga, frágil, pequena, e ainda cuidando daquele enorme casarão e do marido que, recentemente, teve um avc.

Saí da pousada, dei mais uma volta por Lagoa Dourada e peguei a rodovia asfaltada. Segui pela rodovia por cerca de 11 km, quando entrei em estrada de terra na direção de Prados. Em determinado momento do sobe e desce, comecei a ver a Serra de São José, no horizonte.

Passei pela cidade de Prados lentamente, apreciando as casas e igrejas, mas sem parar. Prados tem inúmeras lojas de artesanato que, inclusive, fornecem para o famoso povoado de Bichinho. A estrada que sai de Prados é calçada, mas se torna de terra na bifurcação para o Bichinho. Pela terra e com tobogã, cheguei ao Bichinho.

O Bichinho é um pequeno povoado, quase que de uma única rua, que se tornou famoso e procurado pelo artesanato. Atualmente, quase todas as casas se tornaram lojas de artesanato. O arruado ficou bonitinho, mas um pouco artificial.

Lá no Bichinho, parei no primeiro self-service-sem-balança que encontrei e, sem querer, era o mais famoso, o Tempero da Ângela. Havia outros e até pensei em sair, mas fui ficando. Como cheguei cedo, pouco antes de meio-dia, havia bastante gente, mas muitas mesas livres. A comida é boa, comi bastante, mas é o mesmo tipo de comida de qualquer self. Entretanto, se eu tivesse chegado mais tarde, não almoçaria ali, pois, no momento em que saí, havia fila de espera para entrar. Eles possuem um salão anexo onde as pessoas que tiveram seus nomes anotados ficam esperando, sentadas e na sombra. Dá pra mim não. E logo adiante, há outros self-service e restaurantes.

A estrada que liga o Bichinho a Tiradentes é terrível para bicicletas, pois calçada com pedras desarrumadas. É um bate-bate tremendo, pior que costela de vaca. Com isso, pouco antes de entrar em Tiradentes, arrebentaram os arames que prendiam um dos lados do bagageiro. Bom, tive que parar, cortar pedaços de arame e refazer a amarração. Recordo que meu bagageiro teve os parafusos quebrados na travessia da Serra do Cipó e, desde lá, fiz essa amarração com arame.

Chegando em Tiradentes, eu vinha sem certeza de encontrar pouso, pois a cidade é bela e famosa. Ainda na estrada, em uma loja de artesanato, vi um casal comentando que “tá tudo lotado, pois tá tendo um festival”. Vixe, pensei.

Entrei na cidade e, antes do centro histórico, em uma rua transversal e cheia de pousadinhas, vi uma plaquinha pequena e simpática, Hospedaria de Maria. Perguntei se havia quarto, havia, e o valor era o padrão ER. A dona, que se chama, Fátima, me mostrou os quartos, muito agradáveis e organizados. Fiquei.

De fato, estava acontecendo um Festival Gastronômico e, depois do banho, dei uma voltinha pela cidade e assisti uma apresentação de chorinho que ocorria na praça principal. Tiradentes, além da beleza própria, tem um monte de restaurantes e cervejarias. Parei em um botequinho bem pequeno, com uma geladeira abastecida de cervejas artesanais da região e experimentei uma delas.

Por fim, não vou me estender sobre Tiradentes, sua fama e beleza falam por si e minhas fotos estão aquém do valor da cidade. Quem não a conhece, vá até lá, vale a pena. É tudo por hoje.

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Percurso
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Pousada das Vertentes – Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada
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Pousada das Vertentes
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Pousada das Vertentes
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Pousada das Vertentes
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Pousada das Vertentes
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Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Serra de São José
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Serra deSão José
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Serra de São José
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Lagoa Dourada – Tiradentes
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Bichinho
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Bichinho
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Bichinho
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Bichinho
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Bichinho
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Tiradentes
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Tiradentes
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Tiradentes
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Tiradentes

Minas Gerais: de Conselheiro Lafaiete até Lagoa Dourada (64 km)

Apesar das sempiternas subidas e descidas mineiras, o dia foi relativamente fácil.

A primeira fase foi sair da enorme Conselheiro Lafaiete. Quem faz a Estrada Real, com suas vilas de mil, dois mil habitantes, se sente incomodado com cidade grande e feiosa. A saída de Conselheiro Lafaiete se faz pela periferia da cidade, feia e triste como qualquer periferia. Enfim, deixam-se as últimas casinhas e a estrada de terra entra por uma mata de eucaliptos.

A estrada de terra chega à rodovia MG-844, asfaltada e tranquila. O relevo de tobogã é suave. Cheguei à Queluzito, vilazinha com duas igrejas bonitas que fotografei. Continua-se pela rodovia até a vila de Casa Grande. Um grupo de quatro ciclistas que faziam sua trilha de sábado, desceram na rodovia e seguiram na minha frente por um tempo.

Lá antes de Casa Grande, passei o Rio Tabaco e entrei na cidade. Cerca de onze e meia, perguntei a uma mulher se havia restaurante na cidade, ela me indicou onde ficava. Era o bar de Seu Zeca. Ele estava na frente, chapéu de palha, cabelos brancos, magro, camisa branca, calça engomada. Não parecia ser um restaurante, daí perguntei se tinha almoço, e Seu Zeca foi lá dentro ver. De fato, ele serve almoços, mas o cliente vai lá na cozinha da casa dele se servir. Self-service caseiro, coma quanto quiser a doze reais. Seu Zeca disse que o almoço já estava pronto e que eu podia ir me servir, pedi uma Brahma e fui.

Batata baroa, cenourinha refogada, macarrão, tomates, carne de boi guisada e havia ainda outros pratos que não peguei, como o tradicional angu.

Seu Zeca conversava comigo sobre a ER enquanto eu comia. Ele não gostou porque eu me servi de pouca comida. Várias vezes insistiu que eu fosse lá na cozinha pegar mais comida. Expliquei a ele que ainda havia muita subida pela frente e, se eu estivesse cheio, não aguentaria. Descansei um pouquinho, comprei água, me despedi, Seu Zeca insistiu para eu descansar mais, entretanto recusei e parti.

A partir de Casa Grande, entra-se na estrada de terra. É uma estrada bonita, entre fazendas, campos, pastagens, de relevo suave, mas nunca plano, evidentemente. Depois de muitos km, cheguei ao povoado de Catauá, e cheguei descendo forte. Já imaginei como ia ser a saída do povoado. Comprei água e li no marco da ER que o povoado quilombola se chamava Cataguá, mas com o tempo perdeu o G, sabe-se lá como e porquê.

A saída de Catauá foi bem difícil, subidas íngremes até a rodovia BR-383, asfaltada e com algum tráfego de veículos, mas bastante tranquila.

Cheguei por volta de três e meia da tarde à Lagoa Dourada, o objetivo do dia, pois a próxima cidade com pousada fica muito distante. Hospedei-me na Pousada das Vertentes, de Dona Aidê, no alto de uma ladeira, junto à Igreja Matriz. A pousada fica em um casarão tão antigo quanto a cidade. Entretanto, não sei se vai ser fácil dormir ali no casarão, pois a igreja badala o sino bem alto de hora em hora.

Depois de tomar um banho, desci para experimentar o famoso rocambole de Lagoa Dourada. A cidade é conhecida pelos seus rocamboles, que já contam com mais de cem anos de história, desde que uma família libanesa se estabeleceu na cidade e iniciou a produção da iguaria. Existiram muitos percalços na história da família, mas o rocambole se firmou e hoje há até um festival do rocambole, que acontece em setembro.

E, de fato, eu não fui comer o “famoso”, eu fui comer o Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada, pois nessa loja é que se faz o rocambole da família libanesa. Há pela cidade muitas lojas de rocambole, “o famoso”, “o tradicional”, mas o Legítimo é o original. Lá, além de comer o rocambole nas suas mais variadas versões, se pode ler a história da família.

Pedi o rocambole de goiabada e gostei bastante. A massa é como um pão de ló e, apesar de não ser um rocambole fininho, é bem leve e saboroso. Aprovado.

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Trajeto
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Conselheiro Lafaiete, Queluzito, Casa Grande, Lagoa Dourada
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Conselheiro Lafaiete, Queluzito, Casa Grande, Lagoa Dourada
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Conselheiro Lafaiete, Queluzito, Casa Grande, Lagoa Dourada
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Conselheiro Lafaiete, Queluzito, Casa Grande, Lagoa Dourada
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Lagoa Dourada
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O Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada

Minas Gerais: de Lavras Novas até Conselheiro Lafaiete (59 km)

O dia teve quatro etapas, sendo que uma delas foi bastante difícil. A primeira etapa foi de Lavras Novas até Santa Rita de Ouro Preto, a segunda e mais difícil foi de Santa Rita até Castiliano, a terceira foi de Castiliano até a rodovia MG-129 e a última etapa foi até Conselheiro Lafaiete.

O lugar mais frio dessa cicloviagem, até agora, foi Lavras Novas. Como disse, anteriormente, além do frio na rua, no quarto tudo estava frio, piso, paredes, objetos, cama, mantas. O dia amanheceu muito frio, mesmo com céu azul e sol. Talvez por conta do frio, essa pousada teve o café da manhã que começava mais tarde, oito e meia, o que atrasou a minha partida.

A primeira etapa do dia, como se pode ver na altimetria, foi fácil, pois quase que somente em descida até a passagem do Rio Gualaxo. Além de fácil, o trecho é belo e agradável de fazer. A serra junto ao distrito de Lavras Novas é muito interessante, há pedras enormes ao lado da estrada que devem ter se soltado das escarpas, no passado. O povoado de Chapada é bem pequeno e bonito, a igrejinha é bem diferente. A ponte sobre o Rio Gualaxo passa sobre o rio em um cânion. Da ponte, até perto de Santa Rita de Ouro Preto é subida sem problemas. No topo das subidas, vi o distrito de Santa Rita lá embaixo, em um vale. Observei que, para sair do distrito, todas as vias eram em subida.

Em descida, cheguei ao centro de Santa Rita, um distrito limpo e organizado, mas sem maiores atrativos. Havia self-service, mas decidi não almoçar, pois a visão que tive lá de cima me fez imaginar que a saída do distrito ia ser pesada. Abasteci de água e biscoitos e iniciei a segunda etapa do dia.

Foi uma pedreira, as subidas eram longas e muito íngremes, algumas com pedras e cascalho. A paisagem é bonita e a estrada passa por fazendas, trechos de mata nativa e mata de eucaliptos, mas os subidões não permitiam curtir muito. Depois de uma infinidade de subidas, começa a descida para o povoado de Castiliano. O relevo se torna mais ameno e a terceira etapa é curta, uma estrada com subidas e descidas suaves que conduz até a MG-129.

Na rodovia há, ainda, umas duas subidas fortes, mas no asfalto é mais fácil. Chegando perto de Conselheiro Lafaiete, há uma ciclovia ao lado da rodovia, mas essa ciclovia não entra no centro urbano.

Conselheiro Lafaiete é uma cidade grande, mais de cem mil habitantes, uma cidade sem graça como, por exemplo, Caruaru. Hospedei-me em uma pousada no centro da cidade e fim do longo dia.

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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete
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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete
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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete
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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete
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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete
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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete
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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete
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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete
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Lavras Novas – Conselheiro Lafaiete

Minas Gerais: de Ouro Preto até Lavras Novas (22 km)

Sempre quis conhecer o Parque Estadual do Itacolomi e consegui, agora.

Dia amanheceu encoberto mas abriu, céu azul, sol forte. Saí da pousada e pedalei subindo e subindo por dentro de Ouro Preto até a entrada do Parque Itacolomi. Não paga para entrar, apenas o rapaz registrou meu nome. Perguntou se eu conhecia as trilhas do parque, eu disse que as tinha gravadas no gps e tudo ok. Dentro do parque, a rota da ER é por estradas de terra e trilhas de caminhada.

Recomendo a qualquer um que venha a Ouro Preto pedalar ou caminhar pelas trilhas do Itacolomi, lugar belíssimo em meio a matas e rochas. Era algo que eu queria fazer desde as outras vezes em que estive na região.

A estrada de terra passa por dois lagos, depois disso há uma porteira e a estrada fica bem mais difícil, com pedras e rieiras em meio à mata fechada. Depois de chegar ao ponto mais alto, a estradinha começa a descer em direção à Represa do Custódio. Depois de passar a represa, novas subidas até Lavras Novas. Foi um trajeto curto, de 22 km, mas que levei 4 horas para fazer, devido à dificuldade e, claro, à beleza do lugar e às paradas para foto.

Lavras Novas é um pequeníssimo distrito de Ouro Preto, cuja fundação se deu em 1716, devido à mineração do ouro. Depois que o ouro acabou, ficaram apenas os escravos, libertos ou fugidos, no lugar. A população é de cerca de 1500 habitantes, hoje. O lugar é composto por uma rua principal calçada de pedras, com belas e conservadas casinhas, uma igrejinha de Nossa Senhora dos Prazeres, e umas poucas ruas mais de terra. Cercada pelas montanhas do Itacolomi, o lugar é bem frequentado por turistas, especialmente nos finais de semana.

Cheguei a Lavras Novas, almocei em um self-service-coma-quanto-quiser por 18 reais, e fiquei na pousada desse mesmo restaurante, o Serra do Luar. Mais tarde, passeei e fotografei a cidadezinha e parei no mais famoso bar do local, o Bar do Claudinho, onde em três ou quatro mesas havia de estrangeiros a cariocas e mineiros. Fiquei por ali, tomando sol e conversando com o pessoal.

Quando deu cinco horas da tarde, mesmo com sol forte ainda, a temperatura baixou enormemente. As pessoas do lugar disseram que ali era muito frio à noite, mesmo. Voltei para a pousada em um frio já intenso. No quarto, todos os objetos, paredes e piso, de madeira, estava muito frios.

À noite, me enchi de coragem e saí para jantar. Na porta da pousada, encontrei um casal de Mesquita/RJ que também ia procurar um restaurante, eles se chamavam Tino e Paula, daí fomos juntos e conversando. Encontramos talvez o único restaurante aberto na localidade e jantamos juntos com muita, muita conversa, tanto sobre o Rio, como sobre Minas e outros lugares.

Fim da noite, muito frio, me enfiei debaixo das mantas frias da cama, até que esquentassem.

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Ouro Preto – Itacolomi – Lavras Novas
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Ouro Preto – Itacolomi – Lavras Novas

Minas Gerais: de Catas Altas até Ouro Preto (63 km)

A noite foi bastante fria e o dia amanheceu encoberto, mas foi abrindo e de tarde fez sol forte e a temperatura subiu.

Com o rompimento da barragem de rejeitos do Fundão, as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton mataram 19 pessoas, destruíram o distrito de Bento Rodrigues, inclusive seu patrimônio histórico, contaminaram inúmeros riachos e córregos e o Rio Doce, que levou a lama para o Oceano.

Por conta desse crime, a Estrada Real, nesse trecho, está interditada, pois a rota para chegar à Ouro Preto era Catas Altas, Santa Rita Durão, Bento Rodrigues, Camargos e Mariana, quase tudo por estradas de terra.

Dessa forma, quem faz a ER deve pegar a rodovia asfaltada MG-129 para ir de Catas Altas a Ouro Preto. Não é agradável, mas é o jeito. Entretanto, a rodovia não está excessivamente movimentada, pois as mineradoras estão proibidas de trabalhar e tiveram todas as suas licenças canceladas.

Sobre este assunto, é interessante observar que as mineradoras fizeram um acordo espúrio com os governos federal e estadual de dispor de 4,5 bilhões de reais para a recuperação dos danos. Entretanto, este acordo não teve a participação do Ministério Público Federal, que conseguiu sua anulação, pois o MPF calcula que são necessários 155 bilhões de reais para a recuperação.

É curiosa também, a cara de pau das mineradoras. Elas dizem não ter como armazenar os 40 milhões de toneladas de rejeitos que ainda estão espalhados pela região do crime, mas pedem autorização para voltar a trabalhar, o que, evidentemente, gera rejeitos que elas armazenariam.

Então, após o café da manhã na Pousada Casa Pietá, passei pelo centro histórico de Catas Altas, novamente, pois é uma bela cidade, fiz mais fotos, mesmo com o tempo encoberto, e peguei a MG-129 em direção à cidade de Mariana.

Me parece que se a gente pegar uma mesma paisagem vista de estrada de terra ou asfalto, ela é muito mais bonita na estrada de terra. Talvez porque no asfalto a atenção deve ser maior, não sei. De todo modo, foi um pedal tranquilo e, como sempre, recheado de enormes subidas e muitas descidas. Um tobogã. A rodovia acompanha o lado de cá da Serra do Caraça, mas a serra estava encoberta por muitas nuvens. Mais tarde, longe da serra, o dia foi abrindo e o sol apareceu, mas o vento frio continuou.

A MG-129 passa ao lado da ex-barragem do Fundão e se pode ver como ela era imensa. Fiz uma foto da lama, mas queria mesmo era sair logo daquela região.

Passei pela vila de Antonio Pereira, havia lugar para almoçar, mas preferi continuar, pois ainda havia muita subida pela frente. Cheguei à Mariana, não entrei para o centro histórico, pois já estive lá duas vezes, preferi seguir e não quis parar para almoçar ali também.

Entre Mariana e Ouro Preto, há uma enorme subida de 10 km, onde se sai de 700 metros e se chega a 1170 metros de altitude. Precisei de uma hora e vinte minutos para completar o subidão.

Já estive antes em Ouro Preto e gosto bastante da cidade, é belíssima, plena de igrejas antigas, bem conservada e sem fiação elétrica no centro histórico. Não vou me estender em falar da cidade, pois um único post não bastaria para Ouro Preto. Vale a pena visitá-la mais de uma vez.

Hospedei-me em uma pousada, fui comer um feijão tropeiro e passear pela cidade. É muito bom, gosto disso, visitar uma cidade famosa que já se conhece, a gente não tem mais a “pressão turística” de querer ver tudo. Revisitei algumas igrejas e lugares de que gosto mais, tomei uma cerveja sem pressa, passeei com tranquilidade, sentei nas escadas tomando sol, depois de tantos dias frios.

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Trajeto
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Catas Altas
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Catas Altas
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MG-129
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Barragem do Fundão
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Ouro Preto
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Ouro Preto
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Ouro Preto
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Minas Gerais: do Santuário do Caraça até Catas Altas (40 km)

D. Pedro II disse, em 1881: “Só o Caraça paga toda a viagem à Minas.” Tenho a impressão de que ele estava certo. Posso até dizer que, se você só puder escolher um único lugar para conhecer, em Minas, escolha o Caraça.

O Santuário do Caraça não é uma pousada ou hotel comum. É um lugar bicentenário e, ao mesmo tempo, modernizado, frugal, simples, austero, confortável, acolhedor, silencioso. É uma experiência. Além de ficar hospedado em uma instituição religiosa, independentemente de se ter ou não uma religião, a Serra do Caraça e a área de preservação são magníficas. Há muitas trilhas a pé que podem ser feitas, inúmeros riachos e cascatas e locais para banho (a água é gelada) e a exuberância da vegetação e da fauna. Algumas trilhas, as que conduzem à grutas e picos, só podem ser percorridas com o acompanhamento de guias. Você pode passar uma semana no Caraça e não esgotar suas possibilidades de conversas, encontros, passeios, paz e meditação para quem quiser.

Lá encontrei diversas pessoas que estavam na sua quarta ou quinta visita ao Caraça. Encontrei pessoas anti-religiosas que, ainda assim, admitiam que há uma atmosfera diferente no Caraça. Encontrei ciclistas, caminhantes, viajantes contumazes e alguns padres da ordem que administra a Reserva. Conversei com muitos deles e essa diversidade impressiona.

O café da manhã ocorre em um refeitório diferente, menor que o do almoço/jantar. Talvez pela menor dimensão, as pessoas ficam mais próximas e as conversas se multiplicam. Chego a pensar que esqueci de comer adequadamente para conversar. Em primeiro lugar, quem viu o guará, a minoria, está ainda impressionado. Quem não viu, fica puto porque foi se deitar. Gente que vai embora sem ter visto e gente que ainda fica mais um dia para tentar. Tem gente que só conseguiu ver na terceira visita ao Caraça. Um rapaz que não viu ontem, me contou que viu em outra visita às quatro horas da madrugada.

Conversei com um casal de ciclistas que estava viajando de carro, levando as bicicletas, e que pedala em trilhas nas cidades que visitam. Conversei com um casal que, por acaso, esqueceu de visitar, em Ouro Preto, o Museu do Oratório, um dos melhores museus que já tive a oportunidade de conhecer. Conversei, conversamos, em grupos, com uma moça que mora em Carrancas/MG, cidade da Estrada Real Caminho Velho, por onde passarei, que dizia que Carrancas é a mais bela cidade e região da ER. Ela indicou uma pousada e um lugar para comer. Conversei com Laura, a bióloga, sobre os campos rupestres da Serra do Cipó, sobre plantas e aves e caminhadas.

Evidentemente, saí tarde de lá, quase dez da manhã, entretanto eu já havia previsto um percurso menor neste dia, imaginando que dormiria pouco esperando o guará.

Os três últimos dias tem sido muito frios e nublados, então a descida da Serra do Caraça foi de frio cortante, mesmo vestido com o corta-vento. Passei da portaria, mais à frente fotografei a Capela de São José e, logo após, saí do asfalto para a estrada de terra. O relevo é suave e a estrada é bonita e agradável. Muitos km adiante cheguei a um ponto relevante da ER: o Bicame de Pedra.

O Bicame foi um aqueduto construído com a força dos africanos escravizados para fornecer água da Serra do Caraça às fazendas e ao povoado Quebra Ossos. O Bicame foi construído com pedras empilhadas, sem argamassa. Hoje existe apenas um pequeno trecho do Bicame. Nesse trecho, ainda se encontra uma escada de pedra e a pedra que marca o ano de construção, 1792. É um lugar e uma obra impressionantes.

Depois do Bicame, a rota passa perto de uma ferrovia e, pouco depois, adentra a cidade de Catas Altas. O nome da cidade se deve ao fato de que os garimpos (catas) eram localizados no alto das encostas da Serra do Caraça, por isso Catas Altas. É interessante observar, também, que em Catas Altas nós estamos do outro lado da Serra do Caraça e que o próprio Santuário está em frente da cidade, só que encoberto pela Serra.

Catas Altas é uma bela e antiga cidade, com uma grande e bonita igreja matriz. Deixei para visitar a igreja no dia seguinte, de manhã. Cheguei na cidade, dia continuava frio, encontrei um self-service sem balança que ainda estava aberto, almocei e fui procurar pousada. Passei em três que estavam lotadas com pessoal das mineradoras, até que encontrei vaga na Pousada Casa Pietá e fiquei.

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Refeitório almoço/jantar no Caraça
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Refeitório almoço/jantar no Caraça
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Bicame de Pedra
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