Minas Gerais – São Paulo: de Passa Quatro até Guaratinguetá (69 km)

Hoje, 30º dia de cicloviagem.

Até chegar em Passa Quatro, eu ainda não sabia que rumo eu tomaria a seguir. Essa é uma vantagem de viajar solo, meu compromisso é apenas comigo mesmo e, dessa forma, mudei a rota como quis diversas vezes, sem consultar ninguém. Então, de Passa Quatro eu poderia continuar pela Mantiqueira, seguindo uma rota que passa por várias cidadezinhas cercadas de montanhas, ou poderia seguir o restante da Estrada Real e descer a Paraty, como fazia o ouro de Minas.

Fiquei muito, muito em dúvida. A Mantiqueira é sensacional, impressionante, assustadora.

Enfim, decidi descer a Mantiqueira e refazer o caminho dos bandeirantes e do ouro, pois pretendo voltar mais vezes até a Mantiqueira, uma vez só não dá.

E, evidentemente, eu queria conhecer a Garganta do Embaú, a famosa passagem por onde as bandeiras subiam e o ouro de Minas descia. A Garganta do Embaú é o ponto mais baixo do paredão da Mantiqueira, e é visível a dezenas de quilômetros de distância. É como uma passagem natural para quem queria vencer a Mantiqueira. Entretanto, de Passa Quatro em diante, a antiga Estrada Real é quase toda asfaltada, exceto por pequenos trechos.

Quando saí da pousada em Passa Quatro, a cidade estava realizando seu desfile de sete de setembro, as escolas e suas bandas, os alunos com aquelas fardas especiais.

A rodovia estadual mineira que leva até a divisa com o Estado de São Paulo não tem acostamento, mas o tráfego estava pequeno, talvez por conta do feriado. Mas, diga-se, as rodovias paulistas dão de dez a zero nas rodovias mineiras. Entretanto, até a divisa de estados, a paisagem da Mantiqueira continua bela.

Durante todo o trajeto deste dia, passei por diversos ciclistas, sós ou em grupos, que faziam suas pedaladas de feriado na região.

Cheguei à divisa de estados, fiz a foto junto à placa, e fotos do panorama que se descortina abaixo da Mantiqueira, o Vale do Paraíba. Então, comecei a descida monumental. São uns 14 km de descida, sem pedalar, apenas diminuindo um pouco a velocidade nas curvas, que são muito fechadas.

Lá embaixo, no vale, a Estrada Real descola da rodovia principal e segue como uma estradinha estreita, bonita e asfaltada. A partir dessa estradinha, olhando para trás, a gente vê a imensidão da Serra da Mantiqueira e vê, também, a Garganta do Embaú e como ela é um ponto natural de passagem. Fiz três fotos e juntei-as para dar um pouco da visão que se tem ali.

Por fim, essa estradinha real se conecta com uma das rodovias paulistas. Como disse, as rodovias do Estado de São Paulo pelas quais passei são excelentes, sempre com ótimo acostamento e, a partir de Cachoeira Paulista até Guaratinguetá, contam com uma ciclovia, às vezes interrompida quando atravessava trechos urbanos.

Apesar da excelência das rodovias, nesse trecho até Guaratinguetá a paisagem não traz nada de interesse. Cidades e bairros e fábrica e campos. Guaratinguetá, para mim, foi apenas uma parada estratégica. A cidade é agradável, nem tão feia quanto algumas outras, mas estava morta no feriado. Fiquei mesmo em dúvida de seguir até Cunha, mas, pensei que, se Guaratinguetá que é grande estava morta assim, imagine-se Cunha que é bem pequena. Almocei, procurei uma pousada no valor Estrada Real, o que é mais difícil em grandes cidades, e me hospedei.

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Passa Quatro – Guaratinguetá

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Passa Quatro – Guaratinguetá

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Passa Quatro – Guaratinguetá

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Passa Quatro – Guaratinguetá

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Minas Gerais: de Alagoa até Passa Quatro (66 km)

Café da manhã e me despedi de Guela-Magrela, a proprietária da Pousada Flores da Mantiqueira. Ainda em Alagoa, passei pela insólita Igreja Wesleyana.

A saída da cidade é por asfalto, mas logo o asfalto dá lugar à uma estrada de terra larga, com belos panoramas. Quando some o asfalto, começa uma enorme subida de 11 km, na qual se sai de 1100 metros para 1800 metros de altitude. É uma subida que parece infinita. A gente sobe tanto que os picos que eu via lá de baixo, agora estavam ao meu lado, na mesma altitude. Aos 1800 m, parei e fiz um lanchinho, estava até tonto, não sei o motivo. Tomei um achocolatado, comi três fatias de pão, e água.

Até chegar ao topo, havia sol com nuvens, mas o tempo vinha mudando e nuvens negras apareciam sobre as serras. Coloquei o corta-vento, pois imaginei que viria alguma descida e que ia fazer frio.

Pois começa ali uma descida de 20 km. O vento era muito frio, congelante, e começou a chuviscar. A paisagem na descida é bonita, mas quase não tirei fotos, pois meus dedos estavam duros de frio, e eu não queria ficar muito tempo por ali, pois a chuva poderia ficar mais forte. É curioso que no lado da subida, a vegetação é menor, mais agreste, e no lado da descida, a vegetação é de matas fechadas. Além disso, na subida é estrada de terra e na descida é calçamento de blocos hexagonais.

Bom, com tanta descida, cheguei rapidíssimo na cidade de Itamonte. Cidade sem graça, não gostei, era cedo, então almocei em um self-service sem balança, não exagerei na quantidade para poder pedalar mais leve. Inicialmente, pensava em ficar em Itamonte, mas como não gostei da cidade, continuei.

Peguei uma estrada de terra para a cidade de Itanhandu e, antes de chegar a essa cidade, vi uma outra estrada que seguia ao lado do Rio Verde, na direção de Passa Quatro. Peguei essa estrada e, enquanto ela seguia ao lado do rio, as subidas eram suaves, mas quando ela se afastou do rio, as subidas ficavam cada vez mais fortes. Subia e subia. Encontrei um rapaz que vinha com três cachorros e perguntei a ele se a estrada continuava subindo até Passa Quatro e ele me disse que não, que agora era só descida. E foi mesmo. Um descidão com muitas curvas e bela paisagem até perto de Passa Quatro.

Entrei na cidade, que é muito mais simpática que Itamonte e me hospedei em uma pousada.

O nome da cidade se deve a que os bandeirantes faziam um pouso aqui, e para chegar a esse pouso, era necessário cruzar o mesmo rio quatro vezes. O rio acabou recebendo o nome de Passa Quatro, e o pouso virou povoado com o mesmo nome.

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Alagoa – Passa Quatro

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Alagoa – Passa Quatro

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