Rua Amélia, Recife, Brasil

Rua Amélia, manhã, chuva, ruas molhadas, Recife.

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Justin Tallis (AFP) – foto

Muitas pessoas perguntam se vou ao trabalho de bicicleta nos dias de chuva também. Sim, vou, a chuva não é motivo para deixar de usar a bicicleta. Além de qualquer coisa, tem-se, aqui, nesta cidade, um clima excelente para as bicicletas, temos sol a maior parte do tempo. Quando chove, logo passa, na maioria das vezes. Pensando nisso e por acaso, vi no jornal El País uma foto de uma manifestação qualquer em Londres, três ou quatro pessoas seguravam cartazes no meio daquela ponte perto do Parlamento. A rua e a calçada completamente molhadas da chuva, apesar de ser verão, junho, o céu estava completamente encoberto, o verão inglês, uma moça passa em sua bicicleta, deveria estar indo ao trabalho, penso, capacete, óculos de grau, colete de segurança, daqueles de cor luminosa para chamar a atenção dos motoristas selvagens, uma cesta fechada, provavelmente impermeável, na frente do guidão, para levar os pertences, tênis, sem luvas, calças compridas, pneus cravejados. Do outro lado da rua, um rapaz de bermuda e mochila, em sua bicicleta, segue na direção contrária. Ciclistas, aqui e além, não deixam de ir ao trabalho de bicicleta apenas porque chove ou choveu. Uma última observação: em Londres, as bicicletas compartilham as faixas exclusivas de ônibus.

JUSTIN TALLIS (AFP)

Foi só subida em Bonito, Pernambuco

Com o grupo Maré Bikers, saímos de Recife para Bonito, interior de Pernambuco, na sexta-feira, 3 de junho. Havia chuva em Recife, e Bonito estava nublado e com chuviscos. Uma parte dos ciclistas foi na sexta, outra parte no sábado. Na sexta de noite, muitas conversas e piadas junto da piscina.

Sábado de manhã, depois do café, partimos do Bonito Plaza Hotel para a trilha das cachoeiras. Os ciclistas que participaram foram: eu e Bagaceira, Águia, Guilherme, Gena e Sandra, Ruy Lunga, Irany, Edson e Lu. Um pequeno trecho de asfalto e logo entramos na estrada de terra que leva à famosa e bela Pedra do Rodeadouro. As subidas são leves até a entrada do Hotel Fazenda, e são deslumbrantes as paisagens com vista das montanhas rochosas. Paramos diversas vezes para fotos e admirar a paisagem. Depois do Hotel Fazenda, avisei ao pessoal que começava “A Subida”. Uma ladeira longa e íngreme na estrada de terra e que parece não ter fim. Esse subidão já foi pior, mas agora colocaram paralelepípedos no pior trecho, mais ou menos no meio da subida, mas apenas ali. No final dessa subida difícil, chegamos ao asfalto da rodovia.

De lá, começamos a descer pela PE-103, em velocidade, mas com cuidado, pois as curvas são muito fechadas. Todos deliciados com a descida, fizemos uma breve parada em um bar bem modesto, que nem água mineral tinha, apenas refrigerantes. Continuamos a descida e logo pudemos ver a nova Barragem de Serro Azul. Nossa pretensão era ir até a localidade de Serro Azul, logo após a barragem. Entretanto, as obras da represa destruíram o asfalto da rodovia, que se transformou em lamaçal. Nosso comandante Águia ainda tentou chegar até a barragem, mas a estrada ficava pior. A gente também queria pegar uma estrada de terra que contorna o asfalto e liga à trilha das cachoeiras, mas as obras haviam destruído o início dessa estrada, era um grande atoleiro. Então, voltamos subindo pelo asfalto até a entrada da estradinha de terra que leva as cachoeiras. Logo no comecinho dessa trilha, paramos para comprar água mineral em uma vendinha. Seguimos e passamos pelo Casarão do Engenho Barra Azul e chegamos à Cachoeira Barra Azul. Entramos e alguns tiveram a coragem de tomar banho na água frígida. O dia, que se mantivera apenas nublado, fechou e começou a chover forte. Deixamos a Barra Azul e reiniciamos a subida. Decidimos não entrar na Cachoeira da Pedra Redonda, pois a chuva estava muito forte e havia neblina. Continuamos, seguindo a trilha que sobe, sobe, sobe, sobe, sem parar. Chuva, rieiras, água escorrendo pela trilha, pelas roupas, pelas bicicletas, barro molhado, neblina. Apesar da dificuldade, todos estavam de muito bom humor.

Chegamos ao topo da trilha, onde se retorna ao asfalto. Dali, há fortes subidas pela rodovia até o ponto mais alto das cercanias, 824 metros de altitude. Chuva, neblina, uma subida em cima da outra, alguns reclamavam, outros faziam piadas, outros praguejavam, e muitas risadas também. Era divertido ouvir Lu, uma pessoa discreta, que a cada curva via uma nova subida, e dizia baixinho “puta-que-o-pariu”. Gena se dizia morto dentro das calças e só conseguia emitir um “oxe” a cada nova subida. Ruy Lunga dizia que já estava vendo São Pedro ali adiante, no meio da neblina. Águia cantava algo sobre “água no Cume desce, fogo no Cume sobe”. Ainda antes do Cume chegar, paramos em uma barraquinha e comemos muitas bananas. Chuvisco, neblina, vento e frio nos acompanhavam nesse trecho. Seguimos até o ponto mais alto e alcançamos os paralelepípedos.

Nesse ponto, começa a descida que leva até o centro de Bonito, uma descida longa, de paralelepípedos, íngreme, com muitas curvas. O pessoal chegou lá embaixo ainda tremendo do bate-bate dos paralelos. Entramos na cidade e chegamos ao Bonito Plaza. Alguns foram para a piscina, que estava até quente comparada com a água fria da cachoeira. Lavamos bicicletas, tomamos banho e fomos almoçar-quase-jantar no restaurante do hotel. Nos recolhemos, dormimos um pouco, e voltamos a nos encontrar à noite para mais uma reunião de conversas e piadas.

No domingo, voltamos para Recife. Foi um excelente e difícil passeio de 52 km, com pessoas muito divertidas e bem humoradas.

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

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Bonito – Pernambuco

Recife – Bonito em 2009

Para recordar um trajeto realizado em 2009.
Então, como me ordenaram passar a semana trabalhando em Bonito-PE, é pertinho, fui de bicicleta. Saí de casa, no domingo, 18 de outubro de 2009, às cinco e cinquenta. Pretendia sair mais cedo mas fiquei enrolando, dormi mais um pouquinho. Peguei a BR-232 e vários grupos de ciclistas, geralmente em bicicletas speed, passaram por mim. Eu ia para mais distante e ia economizando, pedalando e olhando. Umas nuvens de chuva começaram a se aproximar, distante já uns 20 km de Recife, e depois foi chuvisco, chuva fininha, mas que deixa a bicicleta e as roupas tudo sujo. Fui fazendo paradinhas de 20 em 20 km, bebia água ou comia algo nos postos de gasolina. Caminhava alguns metros empurrando a bicicleta, a cada 20km, para mudar os grupos musculares um pouquinho. Em Bonança, aos 40 km de pedal, uma água de coco e chuvinha fina. Em Vitória de Santo Antão, a chuva persistente e o céu nublado. decidi ir por dentro de Vitória para ver a cidade e a fábrica da aguardente Pitu, e a garrafa gigante que fazia tempo que eu não via, pois a 232 passa agora por fora da cidade, depois da duplicação.

O trajeto por dentro de Vitória parece até mais curto que seguindo pela 232. A garrafa gigante de Pitu ainda está lá, pintada de verde e com rótulo e, ao lado, uma latinha gigante de Pitu. Eu até ia fotografar, mas estava chuviscando, e eu e as roupas e o plástico da câmera, tudo estava coberto de uma areiazinha fina da estrada. Aos 60 km de pedal, paradinha em Pombos para um lanchinho no Posto Dislub. A subida da Serra das Russas, lenta, é só ter paciência. A chuva foi embora, e as encostas da estrada tapavam o vento, fazia um abafado. Passa o viaduto e passa o Túnel Cascavel.

Aos 80 km, uma paradinha só pra beber água. Aos 100 km, um Posto Petrobrás com boa lanchonete. Um lanchinho, bolo de rolo. Aos 103, Bezerros e a entrada à esquerda para Bonito. Aí surge logo de frente uma serra, parece que o nome é Serra dos Ventos, e o vento mudou completamente. Mudou de direção, vindo de encontro ao ciclista, e mudou de temperatura, era um vento frio que descia de Bonito e Sairé. Quase 4 km de subida, mais íngreme que as Russas. É só ter paciência que ela acaba. Acabou. Passou a entrada de Sairé, eram quase 120 km, uma paradinha de nada só para beber água e caminhar um tiquinho. Muito sobe e desce, a região é montanhosa e bonita. Passa Camocim de São Félix e daqui a pouquinho cheguei em Bonito, aos 140 km de pedal e às duas horas da tarde, e me hospedei no Bonito Plaza Hotel e fim. Almoço e banho de piscina e soninho.

Números:
Distância = 140,36 km
Velocidade máxima = 62,40 km/h já chegando em Bonito, pois tem um descidão.
Velocidade média = 18,10 km/h pois só ando na maciota, sem forçar.
Tempo de pedal = 7h e 44minutos.