Leão Serva: Carro, o pior investimento do mundo

Leão Serva é colunista da Folha de São Paulo. Escreve às segundas, a cada duas semanas. É jornalista, escritor e coautor de “Como Viver em São Paulo Sem Carro”.

Quinta-feira (22/9) foi o “Dia Mundial Sem Carro”, mas os congestionamentos não diminuíram. O uso do automóvel para deslocamentos nas grandes cidades é uma burrada imune aos alertas, como o cigarro, que resistiu até o fim do século 20 às evidências de que causa câncer. A propaganda de carros continua oferecendo virilidade e glamour, enquanto entrega congestionamento, estresse, doenças e aquecimento global.

É por isso mesmo surpreendente ver que segue constante o percentual das pessoas que dizem reduzir de alguma forma o uso do carro. Desde a pioneira pesquisa feita pelo sociólogo Antônio Lavareda para o guia “Como Viver em São Paulo Sem Carro” (2012) até o levantamento divulgado pelo Ibope na semana passada, os números estão constantes em torno de 50%. Ou seja: metade dos moradores da maior cidade do Brasil buscam jeitos de usar menos o automóvel.

Há muitas razões para isso. Se uma pessoa pensar direito não usará carro próprio para se locomover. Em primeiro lugar, tem a irracionalidade do próprio hardware: ele gasta cerca de 95% do combustível para levar a si mesmo. Faça a conta: um veículo médio pesa cerca de 1,5 mil quilos. E o motorista, 75kg (5%). E os carros levam geralmente só uma pessoa. Quer coisa mais irracional?

A loucura é ainda maior se pensarmos no uso que fazemos do automóvel. Os usuários em São Paulo andam em média 20 km por dia, em viagens de duas horas (os números não são muito diferentes em outras grandes cidades). As demais 22 horas do dia, o carro dorme (92% do tempo). Calcule se o preço de compra fosse investido: você admitiria que seu banco pagasse juros apenas por duas horas do dia? É por isso que uma empresa financeira norte-americana, Morgan Stanley, chamou o carro de “o ativo mais mal utilizado do planeta”.

Quer mais? Os bancos não pagam juros apenas por duas horas do dia. Em verdade, remuneram os investimentos por todos os 365 dias do ano. Então, se você investe o valor do carro, digamos R$ 40 mil, depois de um ano pode ter algo como R$ 45 mil. Mas se você comprar um carro, doze meses depois ele vale apenas cerca de R$ 32 mil.

Além de perder 20%, anualmente o “possante” ainda custa mais. O IPVA, imposto obrigatório, custa em torno de 2,5% do valor do veículo (R$ 1 mil para nosso exemplo); o seguro custará algo em torno de 4% (R$ 1.600 mil). E, infelizmente, carros precisam de manutenção, cerca de 3% do custo do veículo: some mais R$ 1.200 mil. Ops: só para existir, o veículo já está custando quase 10% do preço, além da desvalorização de 20%. Ou seja, se o banco paga 15% sobre o investimento, o carro cobra 30%…

De todos os custos associados ao uso do automóvel, talvez os mais absurdos sejam os indiretos: os incentivos fiscais que os governos dão para beneficiar quem usa carros. Em um artigo publicado no site “The Atlantic”, Edward Humes calcula que o custo da gasolina deveria ser cinco vezes maior que o atual (no Brasil, a diferença é subsidiada). Veja ainda quanto sua prefeitura gasta com construção de pontes e avenidas, asfaltamento de ruas, hospitais para vítimas de doenças relacionadas ao uso do carro

Os governos usam dinheiro de todos para agradar os donos de automóveis, geralmente mais ricos. É isso que torna mais lenta a redução do uso dos carros particulares nas grandes cidades.

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Campinas-SP
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São Paulo: de Itatiba até Campinas (36 km)

Dia de sol forte e céu azul. Último dia desta viagem de bicicleta.

Fiz o trajeto com toda a tranquilidade, lentamente, curtindo os últimos quilômetros e, até mesmo, relembrando alguns dias mais difíceis.

A estrada asfaltada que liga Itatiba à cidade de Valinhos apresenta uma paisagem muito bonita, além de ser uma rota bastante tranquila, com pouco tráfego de veículos. Essa estrada tem, ainda, muitas subidas e descidas.

Entrei em Valinhos por uma via secundária, pois a principal estava muito movimentada. Passei pelo centro da cidade, mas não vi nada de especial, apenas uma cidade de interior arrumadinha.

A ligação entre Valinhos e Campinas apresenta um trecho muito ruim para bicicletas, estreito e movimentado. Então, inicialmente segui por um tipo de calçada estreita, de concreto, separada da via principal. Mais adiante, segui por um caminho de rato na grama e, enfim, quando passei a divisa de municípios, pude seguir por ruas internas de bairro, paralelas à via principal.

Em uma dessas ruas paralelas, havia um self-service sem balança e almocei. O proprietário perguntou de onde eu estava vindo. Falei para ele sobre a Estrada Real, da qual ele nunca ouvira falar. Espantou-se com a quilometragem acumulada.

Enfim, cheguei ao centro de Campinas, passei pela Catedral Metropolitana e parei no Largo do Rosário. Consultei no gps as hospedagens próximas dali e fui pesquisar preços. Encontrei um lugar com preço adequado, com espaço para guardar a bicicleta e para desmontar e embalar amanhã.

Bom, foram 1.860 km pedalados por muitas belas regiões de Minas, Rio e São Paulo. Me pesei quando cheguei em Campinas e continuo com meu peso de sempre, 76,6 kg. Comi medianamente e nenhuma comida me fez mal. Comi de tudo que encontrei nas estradas e cidades, exceto suco de milho.

E aquilo que as pessoas sempre perguntam: zero violência, zero tentativas de assalto, zero tentativas de furto, zero pessoas ameaçadoras, zero motociclistas assaltantes, zero motoristas assaltantes. Os perigos, somente aqueles inerentes ao ato de pedalar: cair, escorregar, exagerar na velocidade. Nunca fui ou me senti ameaçado por ninguém em todos esses quilômetros.

Entretanto, dezenas de ataques de cachorros. Penso que as bicicletas fazem algum tipo de som que os cães não gostam. Então, várias vezes por dia, em especial na zona rural, os cachorros saíam correndo de dentro dos sítios e casas. Minha técnica foi, quase sempre, parar, descer da bicicleta, e esperar que viessem, falar com eles, colocar minha mão para que cheirassem, e eles começavam a abanar o rabo e a querer afagos. Me sentia o domador de cães. Às vezes, quando estava sem disposição para brincadeira, ia para cima deles, andando e ordenando que voltassem para suas casas.

Passei por vários rebanhos de gado soltos nas estradas e por um rebanho de búfalos, nenhum desses animais me ameaçou. Mas, não posso esquecer a única tentativa de ataque da vaca Estrela. Essa desconhecia até o próprio dono. Estava prenha, talvez por isso a irritação.

E, claro, conheci inúmeras pessoas boas que perguntaram se precisava de algo, que davam boas informações, que se interessavam pela viagem.

Foi muito bom.

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Trajeto
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Estrada para Valinhos
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Estrada para Valinhos
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Estrada para Valinhos
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Estrada para Valinhos
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Estrada para Valinhos
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Estrada para Valinhos
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Estrada para Valinhos
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Estrada para Valinhos
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Estrada para Valinhos
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Valinhos
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Campinas

São Paulo: de Nazaré Paulista até Itatiba (62 km)

O dia amanheceu nublado e assim permaneceu, mas sem frio.

O trajeto de hoje foi comum, sem grandes obstáculos, tampouco belas paisagens. Saí de Nazaré e peguei a rodovia D. Pedro I. Ontem, eu disse que o pedal por essa rodovia foi tranquilo, mas esqueci de dizer que havia um forte vento contra. Hoje, também, pedal tranquilo, mas com vento contra.

Passei pela cidade de Bom Jesus dos Perdões, mas olhei só de longe pois fica no alto de um monte. Entretanto, mais a frente, entrei em Atibaia para conhecer. É uma cidade grande, espalhada em colinas. Circulei pelo centro da cidade e segui por uma estrada que contorna a represa de Atibaia.

No mapa do gps, a estrada era calçada, mas na verdade era de terra, com poucos trechos de asfalto. Deu para ver a represa, mas por entre as casas que ocupam suas margens. Parece que privatizaram a margem da represa, quem passa na estrada pode ver apenas pedaços da água. Não vi nenhum lugar mais amplo em que se pudesse ter um panorama dela.

Depois da represa de Atibaia, ainda poderia seguir mais um pouco por estrada de terra, mas estava com fome e me dirigi para a rodovia D. Pedro I, para ver se encontrava um restaurante. Segui pela rodovia e, mais adiante, encontrei um self-service sem balança muito bom. Tentei não exagerar para não sair tão pesado de lá. Descansei um pouco e continuei.

Alguns km depois, saí da D. Pedro e peguei a rodovia para Itatiba. Esta cidade é bem grandinha, tem um centro simpático e, também, espalhado em colinas. Decidi ficar em Itatiba pois não queria entrar em Campinas, uma metrópole, no final da tarde, e ainda faltavam 30 km para chegar lá. Sempre que possível, tento não entrar em metrópoles de tarde, é mais complicado e agitado.

Depois do banho e de lavar roupa, dei uma volta pelo centro e visitei a igreja matriz de Itatiba.

Enfim, faltam apenas cerca de 30 km para terminar a viagem em Campinas. Amanhã fecharei a quilometragem total, mas deve dar algo em torno de 1.850 km. Na sexta-feira, vou desmontar e embalar a bicicleta e, no sábado, pegar o avião de volta para casa.

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Nazaré Paulista – Itatiba
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Bom Jesus dos Perdões
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Atibaia
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Atibaia
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Estrada da represa de Atibaia
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Estrada da represa de Atibaia
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Estrada da represa de Atibaia
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Estrada da represa de Atibaia
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Itatiba
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Itatiba
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Itatiba
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Itatiba

São Paulo: de São José dos Campos até Nazaré Paulista (84 km)

A saída de São José dos Campos foi imensamente melhor que a chegada na cidade.

O trajeto de saída foi bem tranquilo, passei pelo enorme Parque da Cidade, muito bonito, mas sem ciclovia para chegar até ele. Depois do Parque, peguei uma avenida paralela com ciclovia. Esta ciclovia vai até uma ponte e, como sempre acontece no Brasil, para antes da ponte. E do outro lado da ponte, há ciclovia novamente.

Uma excelente ciclovia que acompanha o Rio Paraíba por um trecho, e depois acompanha o Rio Jaguari. A ciclovia termina em uma estradinha de asfalto que logo se torna de terra. É o caminho que leva até a Represa do Rio Jaguari, e a estradinha segue ao lado do rio.

Em certo ponto, passei por um senhor que caminhava na estrada e levava um pedaço de pau na mão, cumprimentei-o e segui. Mal fiz a curva seguinte, era uma subida, e vi a vaca Estrela atravessada na estrada, e muito mal-humorada. Fui me aproximando para ver se ela se afastava, mas Estrela se virou e veio na minha direção, devagar.

Desci da bicicleta e fui recuando, sem ficar de costas para a vaca. Daí, Seu Alberto, o homem que vinha na estrada com o pedaço de pau, chegou até mim. Ele era o dono da vaca Estrela que havia fugido e estava procurando por ela.

A vaca não estava disposta a obedecer e até avançou para o dono, mas o pedaço de pau servia para assustá-la. Seu Alberto disse que eu podia ir com ele e nós fomos caminhando e ele tangendo Estrela. A vaca vez em quando queria voltar na estrada e avançava para nós. Uma vez, tentou passar entre o arame farpado de uma propriedade qualquer. Penso que caminhamos uns quinze minutos juntos, até que Estrela entrou no sítio de Seu Alberto.

Na caminhada, ele me falou que começou a trabalhar aos sete anos, que já se aposentara, tinha o sítio com 12 cabeças de gado e que a esposa havia morrido há cinco meses. Me despedi de Seu Alberto e segui até a Represa, que estava bem perto.

A estrada margeou o lago da represa e passou por cima dela. Do outro lado, asfalto por alguns quilômetros, até que peguei uma outra estradinha de terra. Passei pela localidade de Remedinho, onde há uma capela de Nossa Senhora dos Remédios. Havia uma vendinha e comprei água geladinha. Mais um pouco e cheguei à rodovia D. Pedro I. Eram cerca de onze e pouco, eu já estava com bastante fome, mas ainda longe da próxima cidade.

A rodovia D. Pedro I é larga, com excelente acostamento, fiz uma pedalada bem tranquila.

Alguns km depois, parei em Igaratá, havia um bar onde algumas pessoas almoçavam. Perguntei ao proprietário como era o almoço. Era um PF de 14 reais, escolhi estrogonofe de frango entre as opções que ele apresentou. Veio um pratarraz de comida e uma tigela de estrogonofe. Só a tigela já seria um almoço para mim. Comi demais, fiquei cheio, descansei um pouco, o sol estava de rachar, mas tinha que continuar.

Saí pesadão de Igaratá e retomei a D. Pedro. E depois dessa cidade é que apareceram umas subidas muuuito longas. Deu trabalho fazer. A paisagem compensava o esforço pois há muitas grandes represas na região.

Ao me aproximar de Nazaré Paulista, pude observar diversos ângulos da Represa Atibainha, com belas casas, pousadas e marinas em suas margens.

Cheguei à Nazaré Paulista, passei pelo bairro que fica na parte baixa da cidade, havia um hotelzinho nesse bairro, mas eu queria conhecer e ficar no centro, que era em cima de um monte. Eu sabia que havia uma pousada no centro. Fiz o sacrifício de subir esse monte íngreme. O centro de Nazaré é bem simpático e agradável, uma bela igreja, mas a tal pousada havia fechado cerca de um mês atrás. Circulei pelo centrinho e tive que descer a colina e me hospedar no bairro de baixo.

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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista
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São José dos Campos até Nazaré Paulista

São Paulo: de São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos (93 km)

O dia amanheceu bastante nublado, mas logo o sol dissipou a neblina e brilhou. A Pousada Ápice, 70 reais a diária, fica às margens do Rio Paraitinga, afastada do centro cerca de 1 km. Havia uma pousada no centro de São Luiz, a Pousada Nativa, fui lá ontem, estava aberta, havia uma pessoa lá, mas ela me disse que a pousada não funciona nos finais de semana. Esquisito.

Bom, dei mais uma passadinha pelo belo centro histórico de São Luiz e parti para a rodovia, na direção de Taubaté. É uma boa rodovia estadual, com bom acostamento, deu para fazer um pedal tranquilo com paisagem bonita. Curiosamente, havia diversas placas indicando rotas para cicloturismo, saindo da rodovia, mas não dá para fazer tudo em uma viagem só. Essa estrada tem uma bela paisagem de montanhas, sítios, fazendas, muitas lanchonetes rurais oferecendo pamonha e, especialmente suco de milho, algo que nunca vi, nem experimentei.

Pouco antes de Taubaté, eram onze e pouco, encontrei o self-service sem balança mais barato de toda a viagem, nove reais. Parei, comida boa, e ainda tomei uma Itaipavazinha, em garrafinha bojuda de 300 ml.

Entrei bem lentamente na área urbana de Taubaté, muito movimentada, fazendo a navegação com cuidado. Evitei ir ao centro, de fato só trisquei em Taubaté, e fui apontando na direção de Caçapava. De Taubaté, vi apenas uma enorme estátua de Monteiro Lobato junto com uma Narizinho desproporcionalmente pequena, que nem fotografei de tão esquisito. Em vários pontos, havia a inscrição: “Taubaté, Capital Nacional da Literatura Infantil”.

Minha rota para Caçapava foi realizada por rodovia estadual muito tranquila, de pouco movimento. Essa rodovia, a partir de Taubaté, passa por campos, bairros bem desenvolvidos, fábricas, uma paisagem indistinta, sem destaques. Apenas, à direita da rodovia, se pode ver ao longe a querida Mantiqueira, pois estamos na região do Vale do Paraíba. Nessa rodovia, apareciam e desapareciam pedaços de ciclovias. Era assim: começava uma ciclovia do nada, eu entrava nela, ela acabava sem mais, eu voltava ao acostamento, aparecia outra ciclovia, etc.

Cheguei cedo e facilmente no centro de Caçapava, um centrinho simpático, mas muito cedo para parar, uma da tarde, o que é isso. Abasteci de água gelada e segui, novamente por rodovia estadual muito tranquila, e a paisagem sem destaques. Sol fortíssimo.

Entrei na área urbana de São José dos Campos e foi bem chatinho. A cidade tem 700 mil habitantes, deve ser a maior em que estive nessa viagem. A entrada da cidade é longa e difícil. A rota é como uma Avenida Norte ou Caxangá, muito movimentada de ônibus e carros, sem ciclovia. Vi que os ciclistas seguiam pelas calçadas, que até eram largas, então fiz o mesmo. Em alguns trechos mais largos, ia pela avenida mesmo, para não incomodar tanto os pedestres.

Consultei o gps e ele só me indicava pousadas e hotéis fora do centro e eu só queria no centro. O centro de uma cidade é que é a cidade.

Quando enfim saí da avenida movimentada e subi para o centro, tudo acalmou, a cidade entrou no compasso de cidade do interior. O centro é bem agradável, com sua igreja, Mercado Municipal e ruas de pedestres. Dei uma voltinha pelo centro e vi dois hotéis, embora o gps continuasse apontando somente hotéis distantes do centro. Fui no mais perto do Mercado, ajeitadinho e, susto, diária de 60 reais.

Conversei bastante com a proprietária sobre a viagem, enquanto fazia o check-in. Ela conhece a região, a descida para Paraty, a subida da Serra do Mar em Ubatuba e disse que quando desceu ali de carro, desceu rezando. Muitos carros ficam sem freios naquela descida e se pode ver as marcas dos carros que encostam nas muretas. Há, inclusive e sempre, um guincho do DER para socorrer os veículos que batem o motor ou ficam sem freios na Serra do Mar.

Instalei-me, banho, e fui ao Mercado Municipal fazer como os locais: comer pastel no mercado. É lotado, delícia, e com uma cervejinha. Dei uma olhadinha na igreja matriz e foi tudo.

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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos
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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos
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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos
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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos
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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos
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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos
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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos
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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos
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São Luiz do Paraitinga até São José dos Campos

São Paulo: de Ubatuba até São Luiz do Paraitinga (60 km)

Uma subida extremamente difícil.

Seguindo a Estrada Real, desci a Serra do Mar até Paraty. Agora, saí do litoral, em Ubatuba, e voltei para a Serra do Mar, subindo. É uma subida de 8 km, muito íngreme, e a rodovia é estreita. Não há trecho plano, é só subida. Entretanto, há diversas “baias de emergência”, que são áreas onde a estrada se alarga e é possível parar, respirar, descansar, beber água.

Acordei cedo para enfrentar a subida, apesar de ter dormido tarde, pois em um quiosque na beira-mar estava havendo uma roda de samba e fiquei assistindo. O dia amanheceu nublado em Ubatuba, mas apareceu sol forte na subida da Serra, calor e umidade na Mata Atlântica. Eu derretia na subida, acho que nunca fiquei tão molhado de suor quanto nessa subida.

Olha, só fazendo para ver como é. Não é tão assustadora quanto parece e quanto me falaram. Levei cerca de duas horas e meia para completar a subida e esta foi a maior subida que fiz, pois ali se sai do zero, nível do mar e se vai aos 974 metros de altitude.

No topo, havia um pouquinho de neblina, clareou e depois fechou de vez, uma neblina fortíssima. Mas pouco adiante, o sol voltou forte, sem a umidade da serra.

Encontrei uma lanchonete que vendia pão com linguiça, e almocei. Cheguei em São Luiz do Paraitinga, que é uma cidade com centro histórico tombado e foi fundada por bandeirantes. Depois de me hospedar, dei uma volta na cidade para observar os prédios antigos.

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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga
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Ubatuba – São Luiz do Paraitinga

Rio de Janeiro – São Paulo: de Paraty até Ubatuba (78 km)

O trajeto de Paraty até Ubatuba tem relevo suave e segue ao lado da Serra do Mar. A paisagem é de Mata Atlântica e depois da metade do caminho o mar começa a ser visto. Entretanto, o dia permaneceu nublado todo o tempo.

Não há vilas ou povoados no trajeto e não encontrei restaurante, então, depois de meio-dia, parei em um abrigo de ônibus e comi biscoitos salgados e doces.

Chegando perto de Ubatuba, o tráfego é mais intenso, mas o acostamento é bom em todo o percurso. Assim que entrei na zona urbana, me dirigi para a beira-mar. Há uma ciclovia que acompanha toda a praia.

Ubatuba se estende à beira-mar, ao longo da enseada e lembra um pouco a orla de João Pessoa, entre Tambaú e Cabo Branco. Pesquisei preços de pousadas, escolhi uma e me hospedei.

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Paraty – Ubatuba
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Paraty – Ubatuba
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Paraty – Ubatuba
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Paraty – Ubatuba
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Paraty – Ubatuba
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Paraty – Ubatuba
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Cenas de Paraty

Dia de tentar conhecer melhor a bela Paraty.

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Paraty

São Paulo – Rio de Janeiro: de Guaratinguetá até Paraty (94 km)

Saí um pouco mais cedo, pois o trajeto seria bem maior. O dia estava nublado, friozinho, mas não incomodava ao pedalante.

Para resumir, de Guaratinguetá a Paraty são 70 km subindo, 17 km descendo e mais 7 km planos. Veja na altimetria, uma pedreira. Tudo isso porque após descer a Mantiqueira, para chegar ao mar ainda se tem que transpor a Serra do Mar.

Eu imagino a enorme dificuldade de se fazer isso no século XVII e XVIII, os bandeirantes saindo do litoral e cruzando essas serras imensas.

O dia foi esquentando e o sol apareceu forte. Por volta de onze horas, parei na cidade de Cunha e almocei em um self-service mineiro. Até deu uma confusão na minha cabeça, estava em SP, mas pensei que era Minas.

A cidade de Cunha era a primeira parada na subida das tropas que iam para o interior do território. Nessa época, por volta de 1700, ela se chamava Boca do Sertão. Claro que era, também, a última parada antes de descerem carregados de ouro para levar aos navios em Paraty.

Pequena parte desse ouro brasileiro está nos altares das igrejas de Portugal, e maior parte foi usada para pagar as dívidas de Portugal com a Inglaterra.

Almocei, comprei um docinho de leite e fiquei na varanda do restaurante, pernas esticadas, descansando e me preparando para o sol forte e as subidas piores que viriam. Nesse momento, chegavam ao restaurante dois ciclistas que haviam passado por mim no dia anterior. Como estavam sem bagagem, eu havia imaginado que faziam um pedal local. Eles vieram conversar comigo, e estavam fazendo o Caminho Velho da ER desde Ouro Preto, com carro de apoio, assim é fácil!, e em um grupo de 15 ciclistas. Como o grupo era muito heterogêneo, os dois sempre chegavam horas na frente dos outros.

Conversamos bastante, eles se chamam Henrique e Leopoldo, e o grupo era da cidade de Uberaba. Eles iam ficar em Cunha naquele dia. Me despedi deles e segui.

Depois de Cunha-Boca do Sertão, aí é que o bicho pega, as subidas ficam mais íngremes e mais longas. Parece uma infinita subida. Subia, subia e subia, e eu começava a me aproximar das nuvens, sem brincadeira. A estrada foi entrando nas nuvens, ficou uma neblina completa. A subida vai até os 1520 m de altitude.

Aí, se chega na divisa São Paulo – Rio. Tirei a foto na neblina, estava mais e mais frio, enquanto antes, depois de Cunha, o sol estava queimando. A divisa de estados é exatamente no início do Parque Estadual da Serra da Bocaina. E é o começo da maior descida da viagem, pois se sai dos 1500 metros de altitude para o nível do mar. Vesti o corta-vento, mas o frio na descida foi de arrombar. Frio, chuva, neblina, pista escorregadia. Foi bastante difícil, os dedos ficavam duros do frio. Como a estradinha é estreita e havia muita neblina, sempre que eu via os faróis de um carro no retrovisor, parava no cantinho e o deixava passar. Desci freando o tempo todo, naquelas condições extremas não dava para vacilar.

Quando a descida terminou, não havia mais chuva, apenas a vegetação luxuriante da Serra do Mar. Mais adiante, começa uma ciclovia que conduz até o centro de Paraty. Entrei na cidade, fui em direção ao centro histórico e pesquisando preços das pousadas. Bem perto do centro histórico, encontrei a Pousada Dona Odília, com bons quartos e preços adequados. Gostei da pousada e do atendimento dos proprietários.

Depois de um banho muito quente, passeei pela histórica Paraty e devo dizer que é uma das cidades mais bonitas e bem conservadas que já vi no Brasil. Parei em um boteco onde tocava samba, que adoro, tomei uma cerveja e um caldo verde.

Era dia de festa em Paraty, festa da padroeira. Então, a procissão saiu da igreja matriz, com anjinhos, andor e bandinha, e segui a procissão. Ela deu uma volta na cidade, voltou para a matriz, saiu de novo e foi para a Igreja de Santa Rita. Tudo isso, debaixo de um chuvisco persistente. Depois disso, recolhi-me a minha insignificância.

Paraty é belíssima. Ficarei mais um dia para conhecer melhor a cidade e fotografá-la ainda mais.

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Guaratinguetá – Paraty (94 km)
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Guaratinguetá – Paraty (94 km)
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Guaratinguetá – Paraty (94 km)

Minas Gerais – São Paulo: de Passa Quatro até Guaratinguetá (69 km)

Hoje, 30º dia de cicloviagem.

Até chegar em Passa Quatro, eu ainda não sabia que rumo eu tomaria a seguir. Essa é uma vantagem de viajar solo, meu compromisso é apenas comigo mesmo e, dessa forma, mudei a rota como quis diversas vezes, sem consultar ninguém. Então, de Passa Quatro eu poderia continuar pela Mantiqueira, seguindo uma rota que passa por várias cidadezinhas cercadas de montanhas, ou poderia seguir o restante da Estrada Real e descer a Paraty, como fazia o ouro de Minas.

Fiquei muito, muito em dúvida. A Mantiqueira é sensacional, impressionante, assustadora.

Enfim, decidi descer a Mantiqueira e refazer o caminho dos bandeirantes e do ouro, pois pretendo voltar mais vezes até a Mantiqueira, uma vez só não dá.

E, evidentemente, eu queria conhecer a Garganta do Embaú, a famosa passagem por onde as bandeiras subiam e o ouro de Minas descia. A Garganta do Embaú é o ponto mais baixo do paredão da Mantiqueira, e é visível a dezenas de quilômetros de distância. É como uma passagem natural para quem queria vencer a Mantiqueira. Entretanto, de Passa Quatro em diante, a antiga Estrada Real é quase toda asfaltada, exceto por pequenos trechos.

Quando saí da pousada em Passa Quatro, a cidade estava realizando seu desfile de sete de setembro, as escolas e suas bandas, os alunos com aquelas fardas especiais.

A rodovia estadual mineira que leva até a divisa com o Estado de São Paulo não tem acostamento, mas o tráfego estava pequeno, talvez por conta do feriado. Mas, diga-se, as rodovias paulistas dão de dez a zero nas rodovias mineiras. Entretanto, até a divisa de estados, a paisagem da Mantiqueira continua bela.

Durante todo o trajeto deste dia, passei por diversos ciclistas, sós ou em grupos, que faziam suas pedaladas de feriado na região.

Cheguei à divisa de estados, fiz a foto junto à placa, e fotos do panorama que se descortina abaixo da Mantiqueira, o Vale do Paraíba. Então, comecei a descida monumental. São uns 14 km de descida, sem pedalar, apenas diminuindo um pouco a velocidade nas curvas, que são muito fechadas.

Lá embaixo, no vale, a Estrada Real descola da rodovia principal e segue como uma estradinha estreita, bonita e asfaltada. A partir dessa estradinha, olhando para trás, a gente vê a imensidão da Serra da Mantiqueira e vê, também, a Garganta do Embaú e como ela é um ponto natural de passagem. Fiz três fotos e juntei-as para dar um pouco da visão que se tem ali.

Por fim, essa estradinha real se conecta com uma das rodovias paulistas. Como disse, as rodovias do Estado de São Paulo pelas quais passei são excelentes, sempre com ótimo acostamento e, a partir de Cachoeira Paulista até Guaratinguetá, contam com uma ciclovia, às vezes interrompida quando atravessava trechos urbanos.

Apesar da excelência das rodovias, nesse trecho até Guaratinguetá a paisagem não traz nada de interesse. Cidades e bairros e fábrica e campos. Guaratinguetá, para mim, foi apenas uma parada estratégica. A cidade é agradável, nem tão feia quanto algumas outras, mas estava morta no feriado. Fiquei mesmo em dúvida de seguir até Cunha, mas, pensei que, se Guaratinguetá que é grande estava morta assim, imagine-se Cunha que é bem pequena. Almocei, procurei uma pousada no valor Estrada Real, o que é mais difícil em grandes cidades, e me hospedei.

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Passa Quatro – Guaratinguetá
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Passa Quatro – Guaratinguetá
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Passa Quatro – Guaratinguetá
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