Minas Gerais: Cachoeira do Tabuleiro (10 km)

Na minha ingenuidade sobre as dificuldades do trajeto de ontem, eu imaginava chegar cedo ao Tabuleiro, visitar a famosa Cachoeira, pegar uma pousada e seguir viagem no dia seguinte.

Como o percurso foi dureza total, no último trecho de ontem eu só desejava era chegar no distrito antes de anoitecer, nada de ver cachoeira nenhuma, claro. Cheguei escangalhado, eu e o bagageiro da bicicleta.

Então fiquei no distrito hoje, para poder visitar a Cachoeira do Tabuleiro e tentar remendar o bagageiro. Observe que a localidade de Tabuleiro, distrito de Conceição do Mato Dentro, é bem pequena, tem apenas 500 habitantes. Duas ou três pousadas, um restaurante que só funciona sábado e domingo, uma bela igrejinha e só. Loja de bicicleta nem pensar.

Hoje de manhã, depois do café, com ajuda do dono da Pousada Gameleira, fiz uma amarração frágil no bagageiro com enforca-gato e saí para visitar a cachoeira famosa.

A Cachoeira do Tabuleiro é a mais alta de Minas Gerais e a terceira mais alta do Brasil. Ontem, eu passei junto do paredão rochoso de onde ela se joga e já dava para imaginar um pouco de sua beleza. Entretanto, como estamos na estação seca em Minas, e como eu já havia cruzado diversos rios e riachos que estavam com bem pouquinha água, eu também imaginava que a cachoeira estaria fininha. O Samuel, proprietário da pousada, também achava isso e aproveitou para me mostrar fotos e vídeos de quando a cachoeira está em toda sua força, nos meses de fevereiro e março.

Pois peguei a bicicleta sem bagagem, apenas minha bolsa de ferramentas e enfrentei logo a subida até a igrejinha do distrito, bela e pequena, Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no topo da cidade, pena que não estava aberta. Fui, então, para o Parque do Tabuleiro, enfrentar a enorme subida para a Cachoeira. Fica perto, ida e volta dá menos de 10 km, mas é subida forte. Fazendo a subida, eu via na encosta da serra a rota que havia feito no dia anterior. Impressionante, descer aquela serra com bicicleta e bagagem.

Cheguei na “entrada oficial” do Parque e fiz a subida da trilha até o mirante, empurrando a bicicleta. Há uma trilha que leva até o poço formado pela queda d’água, mas eu queria mesmo era ter a visão geral do lugar. A Cachoeira estava, realmente, com pouca água, um fiozinho que descia lá de cima. Mas a formação geológica, o paredão, a altura, são impressionantes. É um lugar belíssimo. Como se pode ver nas fotos, algumas pessoas julgam que, de certos ângulos, o tabuleiro em volta da cachoeira forma um coração. Além disso, à direita da cachoeira, as forças geológicas geraram um grande número 2 no paredão, você pode ver em uma das minhas fotos. Coloquei, também, uma foto da internet onde a cachoeira aparece com muita água.

Eu desci de volta para a sede do Parque, mas não quis fazer a trilha até o poço, tanto por conta da pouca água, quanto porque eu queria voltar, almoçar e consertar o bagageiro.

De fato, a pequena localidade de Tabuleiro é um lugar difícil para o viajante. Sem restaurante, sem lugar para almoçar e jantar, sinal de internet fraco, sem sinal de celular, mas um silêncio e uma paz tremendas.

Voltei para o distrito e vi um açougue com a placa “comida caseira”. Perguntei se havia almoço, o dono foi olhar. Voltou e disse que tinha tropeiro, arroz e ovo. Eu disse venha, e uma cerveja Brahma. Comida simples e deliciosa, ou eu é que estava com fome. Curiosamente, o pratão veio com uma colher, eu não comia de colher desde que era criança pequena lá em Barbacena.

Depois do almoço, enfrentei umas subidas, pois tudo aqui no Tabuleiro é subidão, e fui até uma lojinha de material de construção, lojinha bem pequena, estava até fechada, mas a dona estava perto e abriu para mim. Comprei arame para fazer a amarração do bagageiro.

Desci da lojinha e subi para conhecer o Poço do Val. Aqui nessa região há dezenas de pontos a ser visitados, muitas cachoeiras e muitos poços. Eles chamam de poço o lugar onde os rios e riachos formam uma bacia apropriada para o banho, uma piscina natural. Fui lá no Poço do Val, lugar bonito, desci na beirinha da água, mas só coloquei a mão: água geladíssima e limpíssima.

Voltei à pousada e gastei um par de horas na manutenção da bicicleta. A bichinha sofreu tanto no dia anterior. Lavei, verifiquei raios e aros, não sei como não quebrou nada, freios, constantemente utilizados, e fiz com o arame uma amarração forte do bagageiro ao quadro. Penso que ficou forte, vamos ver amanhã. Estou levando comigo um rolo de arame e, se for necessário, troco de bagageiro.

Nas fotos, observe também a gameleira que dá nome à Pousada. O proprietário e as pessoas da região afirmam que a enorme árvore tem mais de trezentos anos, e ela é muito mais impressionante que nas fotos. É tudo por hoje.

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De Bonito e montanhas

Não consigo enumerar todas as vezes em que percorri as estradas rurais do município de Bonito, mas penso que não foram tantas assim. Algo em torno de cinco. Apesar da repetição, nunca foi cansativo ou sem interesse, visto que a região tem aquelas montanhas rochosas e matas fechadas. Não li qualquer estudo geográfico sobre a região, mas, para mim, é magnífica uma única pedra que, por si só, constitui uma montanha. Bem, algumas montanhas ali me parecem uma única pedra. Imagino quais processos cataclísmicos ou vulcânicos, ou quais forças tremendas, convergiram para aquela topografia.

Recordo que a primeira vez em que estive lá, não conheci a Pedra do Rodeadouro, local que hoje considero indispensável. Nem mesmo sabia da sua existência. Fomos eu e Flávio. Nas semanas antes da ida, busquei informações sobre as cachoeiras de lá e ninguém sabia dar informação aproveitável. Saímos cedinho de Recife, no carro de Flávio, estacionamos perto da Prefeitura, pensando ser mais seguro, pedimos ainda mais alguma informação, mas havia gente que nem sabia das cachoeiras. Pelo menos, alguns nos deram a direção geral. Pedalamos pelos paralelepípedos, subindo e subindo. Lá em cima, fim do calçamento e a rodovia era de barro. Encontramos a descida para a Cachoeira Véu da Noiva, havia uma plaqu inha, penso, e descemos, ali por onde subimos desta vez. Um adendo: diz-se que Véu da Noiva é o nome mais comum de cachoeira no mundo, inclusive em outras línguas. No meio da descida assustadora, vimos ao longe a Véu da Noiva. Descemos tudo e procuramos algum caminho que nos levasse até perto dela. Fomos pelo meio do mato, por picadas, não havia nada de cercas e propriedades, era tudo terreno aberto e ninguém havia atinado para o turismo. Deixamos as bicicletas em uma encosta e forçamos caminho até o pé da Véu da Noiva. Vimos o ponto onde a água bate ao descer. Voltamos e decidimos procurar uma subida pelo lado da cachoeira, para chegar ao topo. Conseguimos, chegamos lá em cima, fizemos fotos, olhamos o despenhadeiro, dava medo, e víamos nossas bicicletas lá longe. Descemos e continuamos até a Barra Azul e depois até uma cachoeirinha menor que não sei o nome até hoje. De fato, de todas as sete, oito ou dez cachoeiras hoje tão faladas, penso que as únicas que valem a pena conhecer são a Véu, a Barra Azul e a Pedra Redonda.

No passeio com Flávio, comida não havia onde comprar e a água acabou. Bebemos a água dos rios, fazia sol. Depois da Barra Azul, eu e Flávio começamos a penosa subida de volta, mais ainda do que hoje porque a gente era pouquíssimo preparado. Flávio, especialmente, chegou morto lá em cima. Além de tudo, ele tinha ido de Caloi 10. Foi muito demorado o retorno para o centro da cidade. Por fim, comemos algo e voltamos para Recife, onde chegamos à noite.

Depois vieram outros passeios. Com um grupo de Francino, com um grupo de Rosali, com Jorge. Descobri que havia o caminho da Pedra do Rodeadouro e descobri que havia a curiosa vila de Serro Azul. Com Jorge, foi um excelente passeio, e diferente, pois saímos pedalando de Recife até Bonito em uma sexta-feira. Ficamos no mesmo Bonito Plaza, jogamos muito ping-pong. No sábado, fizemos a rota, passando pelo Rodeadouro, Serro Azul, Barra Azul, Poço Redondo e Véu da Noiva. De tarde, no hotel, mais ping-pong. Perdi quase todas as partidas, Jorge era craque. No domingo, voltamos pedalando para Recife. Uma maratona.

Por fim, para encerrar essa memória, fui procurar algo sobre a diferença entre morro, montanha, essas coisas. De fato, cada grupo de autores pode até adotar sua própria classificação, mas aprendi alguns conceitos. Altitude é a medida tomada em relação ao nível do mar. Altura de uma montanha é a medida tomada em relação à base da elevação (o platô). Por exemplo, em Bonito, a altitude máxima a que chegamos foi 829 metros, de acordo com o gps. A altura, eu não sei, isso é para geógrafos. Se considerarmos que a cidade de Bonito seja o platô, e ela está a 424 metros de altitude, então a altura da montanha que subimos era de 405 metros.

Aprendi, ainda, que montanhas são elevações com altura superior a 300 metros (em relação à base, naturalmente). Abaixo disso, temos colinas e morros. Portanto, nós subimos uma montanha de verdade. No caso, uma montanha baixa, altura entre 300 e 1000 metros. Já uma montanha média tem altura entre 1000 e 3000 metros. Uma montanha alta tem altura superior a 3000 metros. Observe-se, reitero, que há divergências quanto a essas classificações.

Foi só subida em Bonito, Pernambuco

Com o grupo Maré Bikers, saímos de Recife para Bonito, interior de Pernambuco, na sexta-feira, 3 de junho. Havia chuva em Recife, e Bonito estava nublado e com chuviscos. Uma parte dos ciclistas foi na sexta, outra parte no sábado. Na sexta de noite, muitas conversas e piadas junto da piscina.

Sábado de manhã, depois do café, partimos do Bonito Plaza Hotel para a trilha das cachoeiras. Os ciclistas que participaram foram: eu e Bagaceira, Águia, Guilherme, Gena e Sandra, Ruy Lunga, Irany, Edson e Lu. Um pequeno trecho de asfalto e logo entramos na estrada de terra que leva à famosa e bela Pedra do Rodeadouro. As subidas são leves até a entrada do Hotel Fazenda, e são deslumbrantes as paisagens com vista das montanhas rochosas. Paramos diversas vezes para fotos e admirar a paisagem. Depois do Hotel Fazenda, avisei ao pessoal que começava “A Subida”. Uma ladeira longa e íngreme na estrada de terra e que parece não ter fim. Esse subidão já foi pior, mas agora colocaram paralelepípedos no pior trecho, mais ou menos no meio da subida, mas apenas ali. No final dessa subida difícil, chegamos ao asfalto da rodovia.

De lá, começamos a descer pela PE-103, em velocidade, mas com cuidado, pois as curvas são muito fechadas. Todos deliciados com a descida, fizemos uma breve parada em um bar bem modesto, que nem água mineral tinha, apenas refrigerantes. Continuamos a descida e logo pudemos ver a nova Barragem de Serro Azul. Nossa pretensão era ir até a localidade de Serro Azul, logo após a barragem. Entretanto, as obras da represa destruíram o asfalto da rodovia, que se transformou em lamaçal. Nosso comandante Águia ainda tentou chegar até a barragem, mas a estrada ficava pior. A gente também queria pegar uma estrada de terra que contorna o asfalto e liga à trilha das cachoeiras, mas as obras haviam destruído o início dessa estrada, era um grande atoleiro. Então, voltamos subindo pelo asfalto até a entrada da estradinha de terra que leva as cachoeiras. Logo no comecinho dessa trilha, paramos para comprar água mineral em uma vendinha. Seguimos e passamos pelo Casarão do Engenho Barra Azul e chegamos à Cachoeira Barra Azul. Entramos e alguns tiveram a coragem de tomar banho na água frígida. O dia, que se mantivera apenas nublado, fechou e começou a chover forte. Deixamos a Barra Azul e reiniciamos a subida. Decidimos não entrar na Cachoeira da Pedra Redonda, pois a chuva estava muito forte e havia neblina. Continuamos, seguindo a trilha que sobe, sobe, sobe, sobe, sem parar. Chuva, rieiras, água escorrendo pela trilha, pelas roupas, pelas bicicletas, barro molhado, neblina. Apesar da dificuldade, todos estavam de muito bom humor.

Chegamos ao topo da trilha, onde se retorna ao asfalto. Dali, há fortes subidas pela rodovia até o ponto mais alto das cercanias, 824 metros de altitude. Chuva, neblina, uma subida em cima da outra, alguns reclamavam, outros faziam piadas, outros praguejavam, e muitas risadas também. Era divertido ouvir Lu, uma pessoa discreta, que a cada curva via uma nova subida, e dizia baixinho “puta-que-o-pariu”. Gena se dizia morto dentro das calças e só conseguia emitir um “oxe” a cada nova subida. Ruy Lunga dizia que já estava vendo São Pedro ali adiante, no meio da neblina. Águia cantava algo sobre “água no Cume desce, fogo no Cume sobe”. Ainda antes do Cume chegar, paramos em uma barraquinha e comemos muitas bananas. Chuvisco, neblina, vento e frio nos acompanhavam nesse trecho. Seguimos até o ponto mais alto e alcançamos os paralelepípedos.

Nesse ponto, começa a descida que leva até o centro de Bonito, uma descida longa, de paralelepípedos, íngreme, com muitas curvas. O pessoal chegou lá embaixo ainda tremendo do bate-bate dos paralelos. Entramos na cidade e chegamos ao Bonito Plaza. Alguns foram para a piscina, que estava até quente comparada com a água fria da cachoeira. Lavamos bicicletas, tomamos banho e fomos almoçar-quase-jantar no restaurante do hotel. Nos recolhemos, dormimos um pouco, e voltamos a nos encontrar à noite para mais uma reunião de conversas e piadas.

No domingo, voltamos para Recife. Foi um excelente e difícil passeio de 52 km, com pessoas muito divertidas e bem humoradas.

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Bonito – Pernambuco
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