20/9/17 – Monopoli – Alberobello – 26 km.

Neste dia, saímos da praia e do nível do mar para os 428 metros de altitude de Alberobello, cidade de 10.855 habitantes, famosa por suas construções inconfundíveis e únicas, os trulli.

Foi fácil a saída de Monopoli e logo pegamos uma agradável estradinha rural asfaltada, delimitada por muretas de pedras, entre plantações de oliveiras.

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Para fazer a parte principal de subida para Monopoli, tivemos que pegar a rodovia SP187, mais movimentada. Subimos sem problemas apesar do tráfego constante de automóveis. Um ou outro veículo pesado e parávamos fora da estrada. Depois dessa parte de subida mais puxada, saímos da principal e voltamos para as estradinhas mais calmas. Todo o trajeto com muitas subidas, vista a altitude de Alberobello. Foi uma decisão corretíssima não ter iniciado a dura subida no dia anterior.

Ainda na estrada, muitos trulli pontuavam a paisagem. Trulli é o plural, em italiano, de trullo. Trullo é uma construção de forma cônica, em pedra sem argamassa, típica dessa região da Puglia. Diz-se que os trulli tem origem até mesmo pré-histórica, mas os trulli da região de Alberobelle, que são patrimônio mundial da humanidade, tem idade de cerca de quatrocentos a quinhentos anos. Conta-se que construções sem, argamassa não pagavam impostos e por isso essa forma arquitetural se espalhou na região, tanto para uso como depósitos e silos, como para habitação. Toda essa região em volta de Alberobello tem numerosos trulli, conservados, abandonados, refeitos. Na cidade mesma de Alberobello, há dois bairros principais com centenas d e trulli, o Rione Monti e o Rione Aia Piccola. Monti é hoje um bairro mais turístico, no qual os trulli são usados como lojas, cafés e restaurantes. Em Monti, há também uma igreja feita com a mesma técnica. O bairro Aia Piccola é essencialmente residencial. Há ainda em outras partes da cidade, bolsões de trulli, igualmente definidos como patrimônio da humanidade.

Entramos em Alberobello e navegamos até a área de pedestres e o mirante de onde se descortina o Rione Monti. Depois de abismados com aquela paisagem urbana única, descemos e procuramos algum lugar para comer na esplanada em frente ao Monti. O dia estava nublado e mais frio que os anteriores, mas sem chuva. A altiturde também fazia de Alberobello um lugar mais frio do que estávamos acostumados. Almoçamos em um restaurante simples com mesas na esplanada, um vinho. Nós não pensávamos em nos hospedar em um trullo, algumas pessoas fazem questão disso. Telefonei para alguns B&B e, por acaso, aquele que nos atendeu melhor, a hospedagem era em trullo. A dona se chamava Celestina e o B&B se chamava Trulli Family. Combinamos o encontro e fomos para o local indicado no mapa, próximo ao mirante da cidade, no centro. Celestina chegou quase ao mesmo tempo que nós, mostrou-nos o grupo de trulli e disse para escolher aquele que preferíssemos. Explicou a idade do trullo e o funcionamento do banheiro. Como os trulli são, em geral, bem pequenos, e não podem ser alterados porque patrimônio da humanidade, o banheiro é um espaço bem pequeno, no qual a bacia sanitária é retrátil e “se esconde” abaixo da pia.

Depois de instalados e renovados, saímos para passear pelo fascinante Rione Monti, circulando por todas as ruazinhas, entrando nos trulli que eram lojinhas e cafés.

À noite, a temperatura caiu muito, quinze graus, por aí. Jantamos no Restaurante Terminal, atendimento muito simpático, boa comida, e vinho. Depois nos recolhemos ao nosso trullo, a temperatura baixava ainda mais.

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19/9/17 – Polignano a Mare – Monopoli – 12 km.

O percurso iria ser maior, a gente pretendia seguir até Alberobello, mas Monopoli nos agradou tanto que não resistimos a parar ali logo cedo e curtir a cidade.

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O dia anterior foi nosso dia de descanso em Polignano a Mare, em um apartamento só para nós, de frente para a Piazza San Benedetto, uma varanda excelente para olhar a vida da cidade. Tomamos o café da manhã no B&B de Matteo, o Tra Le Mura, conversando com ele sobre a cidade e a vida ali. Matteo e Carlo nasceram ali em Polignano, exatamente no apartamento que nós havíamos ocupado na primeira noite, que tinha sido a casa da avó deles.

Depois do café, preparamos as bagagens, pegamos as bicicletas no lugar onde Matteo as havia guardado e partimos. Lentamente, apreciando a paisagem, indo por perto do mar. Passamos pelo largo onde estacionam os ônibus de turismo, longe do centro, e um dos turistas que se preparava para visitar Polignano disse para Eliane, quando passamos: “Forza, bimba!”. Bimba significa “menininha”, pois é diminutivo de bambina, que significa “menina”.

Seguimos com tranquilidade e logo chegamos ao centro histórico de Monopoli. A gente sabia que a cidade era bonita, mas ela nos surpreendeu e passeamos um pouco, vimos a praia e uma parte das ruas medievais. Então, parei, pensei e conversei com Eliane, e a convenci de que era melhor passar o resto do dia ali, a cidade merecia uma visita mais demorada. Conseguimos um quarto no B&B Casa Nave, os donos Ana e Nico, simpaticíssimos, foram nos encontrar lá, nos deram um apartamento com sala, cozinha, quarto e banheiro. Banho, e saímos, almoçamos ali perto no centro medieval, na Trattoria Locanda dei Mercanti, boa comida, bom vinho, slow food.

Depois fomos à praia, banho de mar, voltamos em casa para um banho e saímos novamente para bater perna pela cidade. Castelo, vielas, ruas e igrejas muito bonitas. À noite, passeamos e jantamos na praça principal, a Piazza Giuseppe Garibaldi, no pequeno restaurante Piazzetta 10.

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18/9/17 – Dia de descanso em Polignano a Mare.

Polignano a Mare, uma das cidades mais bonitas desse trajeto, aproveitamos para usufruir lá nosso dia de descanso. Depois do café da manhã, levamos nossos alforjes e bicicletas para o apartamento do B&B de Matteo, irmão de Carlo, um belo lugar com varanda para a Piazza San Benedetto. O dia foi tranquilo, fizemos tudo sem pressa. Fomos à praia de Polignano, uma praia de seixos, água azul e cristalina, entre rochas. Nadei muito ali e, inclusive, tive a coragem de entrar nadando nas grotas que existem por baixo do paredão rochoso, por baixo mesmo da cidade lá em cima. Deu medo, mas fui. Depois da praia, almoço em um restaurante agradável, slow food como sempre, descanso em casa, a hora da sesta italiana. De tardezinha e de noite, batemos perna pela cidade.

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17/9/17 – Bari – Polignano a Mare – 44 km.

Bari não nos agradou muito, talvez por ser uma cidade muito grande, 325 mil habitantes era demais para nós, acostumados com vilazinhas, embora o centro histórico de Bari tenha seu charme. Não sei, Bari não deu liga. De início, eu esperava mais da cidade e foi até uma sorte que o B&B de Gaetano não pudesse nos hospedar mais uma noite. Tudo contribuiu para a gente não querer ficar um dia de descanso em Bari e isso foi muito bom.

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Tomamos o café da manhã em um café qualquer próximo do B&B, arrumamos os alforjes, as bicicletas, que estavam no térreo, e partimos sem saudades. Seguimos pela rua que fica exatamente na muralha da cidade, depois à beira-mar, era um domingo e encontramos muitos ciclistas por todo o trajeto. A rota seguia junto ao mar e logo chegamos a uma localidade chamada Torre a Mare. Havia alguns cafés, uma belo centrinho à beira-mar, as pessoas tomavam o brunch, deu vontade de parar e comer algo. Em um café no cantinho da praça, pedimos “macedonia”, que é uma salada de frutas. Em uma mesa externa, comemos, observamos o movimento. Um grupo de patinadores se reunia para começar o passeio. Daí a pouco, vimos passar um grande grupo de ciclistas, claro que pensamos nos nossos amigos de Pe dal Clube e os passeios de domingo. Esse grupo era mais diversificado, contando com crianças e adolescentes, passeio tranquilo de domingo, inclusive com uma ambulância de apoio, algo meio exagerado, para nós. Eles pararam no largo, abaixo do centrinho, perto do porto. Nós nos preparamos para partir, passamos perto desse pessoal, e paramos para fotografar o grupo, assim meio de longe.

Então, um dos coordenadores veio conversar com a gente, e convidou para tomar um suco, fazer um lanchinho, a gente havia acabado de comer, ficamos em dúvida, ele insistiu, fomos. O povo nos cercou para conversar e perguntar, perguntas sobre tudo, a viagem, o Brasil, falamos dos nossos grupos de pedal, nossa cidade, eles contaram sobre o grupo deles, que era de Bari, fizemos fotos, trocamos endereços eletrônicos, dei uns adesivos de nossa viagem, uma festa. Eles voltariam dali para Bari e nós continuamos nossa rota.

A estrada se afastava um pouco do mar e retornava mais adiante, pouco antes da cidade de Mola di Bari. Esta cidade tem uma grande praça central muito agradável, alguns cafés e bares simpáticos, muitas pessoas passeando por ali, mas os restaurante ainda não estavam atendendo, era por volta de meio-dia, cedo para almoçar no padrão italiano. Na praça, dois italianos me pararam para conversar, viram a bandeira do Brasil e quiseram saber da viagem. Mais adiante, perto do Castelo Angioino, Eliane foi chamada por um rapaz italiano e seu filho, a esposa dele era brasileira de Salvador. A gente continuou rodando até que encontramos a Taverna Angioina, que já estava atendendo. Almoçamos lá, um atendimento muito amável, boa comida e vinho.

Seguimos próximos ao mar até Cozze, onde a estrada desvia e se afasta um pouco, retornando ao mar em San Vito.

Chegamos na impressionante ponte da entrada de Polignano. Havia dúvida entre pernoitar em Polignano ou Monopoli. Ali, com a visão da garganta rochosa, da praia e da cidade, a dúvida se desfez. Fomos até a porta da muralha da cidade, a entrada para o centro medieval e aquilo ali fervilhava de turistas. Eliane disse que não íamos conseguir um quarto, calma, eu disse, e telefonei para alguns B&B, conseguimos um quarto no Casa Dorsi, falei com o proprietário, Carlo. Fomos para lá, havia esquecido de perguntar sobre um lugar para guardar as bicicletas, a moça que estava preparando o quarto para nós telefonou para Carlo e ele ordenou colocar em um depósito no térreo. O apartamento no primeiro plano era excelente com vista para uma capelinha e o mar. Ficamos encantados com a cidade, de imediato te lefonei para Carlo para verificar se poderíamos ficar mais uma noite, ele disse que no apartamento em que estávamos não seria possível, mas que o irmão dele, proprietário de outro B&B teria um quarto para nós, ok.

Banho e saímos para bater perna na cidade que é absolutamente impressionante, única. Vielas, ruazinhas, igrejas, tudo fincado em um promontório rochoso adentrando o Mar Adriático. Exploramos bastante a cidade, tomamos umas cervejas nos bares, um lanchinho aqui e ali, até depois do anoitecer. Quando enfim voltamos para casa, encontramos Carlo e ele confirmou que o irmão teria um quarto, e disse que no café da manhã a gente falasse com a esposa dele e tudo seria resolvido.

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16/9/17 – Trani – Bari – 55 km.

Ficamos encantados com a beleza de Trani. O B&B em que ficamos, também, não dava vontade de ir embora. Excelente café da manhã preparado por Antonietta, servido em um terraço com vista para toda a cidade. Ficamos até com preguiça de ir embora, mas partimos.

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O dia foi divertido e passou rápido pois a rota seguia junto ao mar e havia umas quatro cidadezinhas no caminho, todas bonitas, Bisceglie, Molfetta, Giovinazzo e Santo Spirito. Em cada uma delas, demos uma passadinha rápida no centro histórico, antes de continuar. Em Molfetta, na Chiesa di San Corrado, acontecia um casamento, paramos para ver os noivos e convidados, daí havia um restaurante simpático com mesas ao ar livre, decidimos almoçar por ali. Boa comida e vinho e um pessoal animado nas mesas, convidados de outro casamento que estavam ali, e os noivos foram para dentro do restaurante. Ainda um outro casal chegou por ali, era o porto da cidade, para fazer fotos, e encontraram os noivos que saíam da igreja e fizeram fotos juntos, os quatro. Depois do almoço, continuamos a rota das cidadezinhas e do mar. Bari é uma cidade muito grande, 320 mil habitantes, e isso nos desagradou, apesar de haver uma ciclovia que conduzia até o centro histórico. Telefonei para alguns B&B, e por fim encontramos vaga em um, fomos para lá encontrar o dono, Gaettano. O quarto era razoável, mas uma janela pequena e alta, não nos agradou. Tudo isso, a cidade grande e o quarto abaixo da média, nos fez decidir que nosso dia de descanso não seria em Bari.

Depois do banho, passeamos pelo centro histórico, agradável, pela rua que fica em cima da muralha da cidade, conhecemos a Catedral de San Nicolao, e fomos para a praça principal. Lá encontramos um casal de noivos, acompanhado por uma banda de jazz, passeando pelas ruas, e os seguimos por um tempinho. Por fim, jantamos em um pequeno restaurante, um atendimento agradável, e depois casa e cama.

Bari à noite.

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Bisceglie.

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Molfetta.

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Giovinazzo.

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15/9/17 – Margherita di Savoia – Trani

Margherita di Savoia, Barletta, Trani, 36 km, hoje. Cada cidade escolhida para passar a tarde e a noite significa duas ou três belas cidades esquecidas. O viajante não pode ver tudo, há sempre escolhas a fazer. Margherita di Savoia, 12 mil habitantes, uma cidade balneário, pequena. Café da manhã no Hotel Margherita, preparativos, bicicletas e partimos.

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Nossa rota seguia por estradinhas rurais cercadas de videiras e, claro, paramos para experimentar as uvas e fotografar.

Em pouco tempo, chegamos à Barletta, 94 mil habitantes, cidade antiga, existe desde IV a.C. Entramos no belo centro histórico, vielas medievais, a impressionante Basilica Cattedrale di Santa Maria Maggiore, era sexta-feira, a entrada da igreja cheia de convidados que se preparavam para um casamento. Andamos pelo centro, vontade de ficar e conhecer melhor, mas o viajante deve viajar. Passeamos pelo parque em torno do Castelo Svevo e partimos.

Por entre videiras e o mar, logo chegamos a Trani, destino do dia, 52 mil habitantes, cidade fascinante, com porto e ruas medievais. Primeira providência, almolar, estava na hora. Em uma piazza agradável, em frente Auditorium San Luigi, agradou-nos o aspecto da Taverna Portanova, mesas do lado de fora, estacionamos as bicicletas ao lado, entrei e perguntei se já estavam atendendo para o almoço, escolhemos uma mesa, a atendente aconselhou a mudar, pois aquela mesa logo ficaria ao sol, fomos para a mesa da sombra. Atendimento simpático, perguntas sobre a viagem, pedimos um antepasto de polvo, vinho rosato, e uma paella como prato principal.

Telefonei para o B&B Palazzo Paciotti, e fomos nos encontrar na frente do lugar com Antonietta. Havia um pátio para guardar as bicicletas, o quarto era grande e muito bom, um lugar em tudo excelente.

Banho e bater perna pela simpaticíssima Trani. Primeiro de tudo, a fascinante Basilica Cattedrale di San Nicola Pellegrino. Estava para acontecer mais um casamento, ficamos esperando a noiva chegar, depois continuamos o passeio, Castelo Svevo, várias igrejas, as ruazinhas. Na frente da Chiesa di Santa Teresa, vimos que se preparava um altar e um cenário para uma missa.

À noite, passamos novamente pela frente de Santa Teresa e sim, acontecia uma missa, com cantos e música, ficamos assistindo. Ao final da missa, uma estátua de santa foi trazida para fora da igreja, fez um curto trajeto e foi levada para dentro. Ao final, entramos na igreja que estava ornamentada para aquela ocasião festiva.

Entretanto, a estátua que havia sido transportada e que ocupava o altar principal não era de Santa Teresa, era de Nossa Senhora das Dores. A princípio, me veio à mente a música de Chico Buarque, A Permuta dos Santos, que fala de um costume do Nordeste do Brasil, de trocar os santos de igreja para que, contrariados, eles atendam aos pedidos da população.

Perguntamos a uma moça o motivo daquela troca inusitada, ela chamou um amigo para nos responder, provavelmente um especialista na história da cidade. Ele nos contou que, alguns séculos atrás, havia na cidade um mosteiro da Ordem Teresiana, e que foi construída então aquela igreja de Santa Teresa de Ávila, a santa espanhola. Muito tempo depois, os Teresianos deixaram a cidade e a a igreja foi consagrada à Madonna Addolorata, em português Nossa Senhora das Dores.

Depois de jantar em um dos restaurantes do porto, ainda caminhamos bastante pela cidade, especialmente para ver a basílica iluminada.

14/9/17 – Monte Sant’Angelo – Manfredonia – Margherita di Savoia.

Monte Sant’Angelo, 13 mil habitantes. Margherita di Savoia, 12 mil habitantes. Pedalada de 83 km entre as duas cidades. Era uma quinta-feira.

Em geral, tivemos bons cafés da manhã. Mas na Casa del Pellegrino, em Monte Sant’Angelo, o café foi apenas café e croissant, que se chama cornetto, aqui. O dia que deveria ser fácil, terminou com alguma dificuldade, pois uma km longa.

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Descemos o Monte Sant’Angelo, a partir de seus 850 m de altitude, sem problemas, em uma rodovia calma e cheia de curvas. Foi uma descida com belas paisagens, e parávamos vez em quando para admirar. Fazia um pouco de frio, mas não excessivo.

Lá embaixo, seguimos direto em direção ao mar, por estradinhas sem movimento. Depois uma estradinha de cascalho e, enfim, voltamos ao asfalto e entramos em Manfredonia. A cidade é moderna e não tem um centro histórico antigo, apenas um castelo à beira-mar. Seguimos pela ciclovia e ruas próximas do mar e, depois por uma estradinha asfaltada que acompanhava um canal. Deu saudade da Bélgica e da Holanda.

Quando chegamos na rodovia principal, achamos que estava muito movimentada de caminhões e optamos por pegar uma estrada rural. Essa estrada seguia por campos de oliveiras, tomates e cenouras e era muito calma. Entretanto, havia retões infindáveis e quase nenhuma sombra, sol forte. Nenhum lugar para comer. Essa estrada rural também aumentou o percurso do dia. Isso tornou o dia cansativo.

Decidimos voltar para a estrada litorânea, a mais movimentada e com mais opção de comida. Desembocamos na localidade de Zapponeta, e procuramos restaurante ou pizzeria. Todos os restaurantes e pizzerias estavam fechados. Em um café, que também não tinha comida para servir, nos disseram que houvera a festa da padroeira, no dia anterior, e aquele estava sendo o dia da ressaca. Em um mercadinho, compramos frutas, croissants e água, e comemos sentados nas cadeiras de uma pizzeria fechada. Seguimos. O único dia em que ficamos sem almoço, e vinho.

O trecho final de 16 km até Margherita di Savoia teve muito vento contra. Passamos por uma região de lagunas e salinas, semelhante à região de Macau, RN, inclusive com salinas de sal rosa. Com 84 km de pedal bem cansativo, encerramos o dia de pedal em Margherita di Savoia, um balneário simples da costa do Adriático. Nos hospedamos no Hotel Margherita, fomos até a praia, descansar na areia. À noite, jantamos em um dos muitos restaurantes da orla.

 

13/9/17 – Mattinata – Monte Sant’Angelo.

Quarta-feira. Mattinata, 6 mil habitantes. Monte Sant’Angelo, 13 mil habitantes. Foram apenas 26 km, mas foi tudo em subida, não tem plano, não tem planinho, nem tem descida. É só subida. Saímos do nível do mar para os 820 metros de altitude. A estrada é daquelas que aparece em Tour de France e Giro d’Italia, com constantes curvas em U.

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Dormimos no excelente B&B Conca del Faro, fora do centro urbano de Mattinata, pois preferimos ficar na praia. Bom café da manhã, preparativos, e partimos. Uma subida leve e constante até o centro de Mattinata. Passamos no centro para ir em uma lojinha de peças de bicicleta e motos. Cidade bem agradável.

Saímos de Mattinata e mesmo com o gps me enrolei para chegar à rodovia principal, única rota para alcançar a rodovia secundária que sobe para o Monte Sant’Angelo, mas depois tudo ok.

Para descrever essa rota é simples: não para de subir. As subidas são em forma de S com aquelas curvas fechadas em forma de U. A gente subia e subia e continuava vendo o mar e Mattinata lá embaixo. E na nossa frente a gente via um ou outro veículo lá em cima e já sabia que a gente ia gramar até aquela altura e depois mais e mais.

Na subida, eu avisei a Eliane que a cidade lá em cima era comprida e haveria alguns km antes de chegar ao centro histórico. No início da cidade, ela já com fome e cansada, queria parar em qualquer padaria para comer, tive que insistir que mais um pouco e almoçávamos no centro, perto da famosa igreja.

A cidade aparece, começa, pedalamos ainda um pouco, entramos para o centro histórico, muitos ciclistas de bicicletas de estrada, aparecem os turistas e encontramos um restaurantezinho comprido, atendimento agradável, comemos lá. O atendente lá do B&B Conca del Faro havia recomendado a hospedagem na Casa del Pellegrino e fomos até lá, bem pertinho. A Casa del Pellegrino é um albergue mantido pelo próprio Santuário de São Miguel Arcanjo. Havia vaga, lugar para as bicicletas, e curiosamente os quartos ficavam abaixo da recepção, vários andares para baixo, de elevador, pois o albergue se situa na mesma parede rochosa do Santuário. Banho e fomos conhecer o lugar famoso de peregrinação.

Subimos isso tudo para conhecer o Santuário de São Miguel Arcanjo, Patrimônio Mundial da Humanidade. Conta-se que ali, em 490 d.C., o arcanjo Miguel realizou quatro aparições, em uma gruta. Sobre esta gruta, ergue-se hoje a basílica. Lugar impressionante, vale a pena conhecer. Entra-se na Basílica e não há o templo, propriamente. Há uma escadaria imensa e a gente vai descendo e descendo. Isso já impressiona. Lá em baixo, uma gruta e é nesse lugar que se situa o templo. Ali, dizem, ocorreram as aparições. Quando chegamos, estava acontecendo uma missa, por coincidência, e vimos vários peregrinos chegando para participar. Esperamos a missas acabar para visitar a gruta. Depois subimos a escadaria e passeamos pela cidadezinha que tem outras bonitas igrejas e um Castelo Svevo.

Durante nosso passeio pelo centro, encontramos Libero e sua esposa, um casal que havíamos conhecido dias atrás em Casalbordino, uma noite de danças e músicas em hotel à beira-mar. Foi uma alegria e nos despedimos. À noite, a temperatura bem baixa, saímos para jantar e passear um pouco.

 

Vieste – Mattinata, 50 km só subidas.

Dia muito difícil e belo, muitas subidas e descidas, sol forte, belas paisagens. Seguimos pelas estradas asfaltadas mais próximas do mar, as vistas foram incríveis, com rochas, escarpas e o mar. Paramos inúmeras vezes para curtir a paisagem e fotografar. Evitamos a rodovia principal e o tráfego era pouco. No gps, não aparecia nenhum restaurante naquela rota, mas eis que em um longo trecho de descida surgiu um restaurante, acho que o único por aquelas bandas, paramos e almoçamos, por volta das 13h, sol fortíssimo.

Um breve descanso e continuamos a viagem. Mais subidas e descidas. Em uma longa descida, mais um pneu furado. Paramos em uma das raras sombras para consertar a câmara.
Enfim, por volta das três da tarde, chegamos à Mattinata Mare, que é a praia da cidade de Mattinata. A cidade fica uns poucos km acima, no começo da subida da montanha. Ficamos na praia, encontramos um bed & brakfast excelente, quartos novos e grandes, varanda, com restaurante à beira-mar. Ainda fomos curtir a praia e tomar banho de mar. A praia era toda de seixos, difícil de andar e de sentar. À noite, jantamos no restaurante da pousada, excelente jantar por sinal.

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Peschici – Vieste, 28 km de chuva.

Na Penisola Gargano, dia de chuva, muitas subidas e descidas e frio.

Eu havia programado o dia de descanso para Vieste que fica bem na pontinha da Penisola Gargano. Entretanto, devido ao tráfego intenso do sábado, além das estradas estreitas, em subida e sinuosas, fizemos o dia de descanso em Peschici. Todavia, a previsão do tempo para a segunda-feira, 11, era de temporal.

Acordamos, café da manhã e a chuva lá fora não parava, a previsão do tempo, infelizmente, costuma estar certa no hemisfério norte. Pagamos o hotel e ficamos na garagem esperando uma brecha para partir. A chuva aliviou um pouco e iniciamos o pedal. O trajeto foi de muitas subidas na primeira metade e chuva todo o tempo, subindo e chovendo e subindo e chovendo. Muitos trovões que assustavam Eliane. A paisagem da Penisola é bonita mas não estávamos no clima de admirá-la.

Em alguns trechos, saímos da estrada principal e seguimos por estradinhas asfaltadas mais perto do mar. Por fim, chegamos à Vieste e subimos as ruas estreitíssimas do centro histórico. No Hotel Albergo Seggio, havia quarto para nós e o atendente também conseguiu um depósito, quase na frente do hotel, onde pudemos guardar as bicicletas. A chuva já estava passando. Nosso quarto tinha uma bela vista para as escarpas de Vieste e o mar. Colocamos as roupas molhadas para secar na varanda e tomamos um bom banho quente. Por sorte, ainda serviam almoço no restaurante do hotel.

Depois, a chuva parou, o sol até apareceu, tímido, e saímos para bater perna e conhecer a cidade. A cidade é muito bonita, uma situação espetacular sobre as rochas, ruas estreitinhas, igrejas e bares. Durante a noite, a chuva recomeçou fininha, então saímos apenas para jantar no excelente Ristorante Padre Pio, boa comida, bom vinho e caloroso atendimento.

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