Quatro dias de bicicleta, 305 km.

Quatro dias de bicicleta, 305 km. Viagem curta de bicicleta em Pernambuco, Brasil.

viagem-bezerros-carpina

O grupo de amigos e ciclistas foi formado por:

Paulo Mendes

Bagaceira Gonçalves

Alexandre Águia

Moysés Gnomo

Flávia Emery

Guilherme Pontes

Josivan

 

Recife – Bezerros: 111 km de asfalto.

Quinta-feira, 31 de maio de 2018.

Bezerros, cidade do Agreste de Pernambuco, conta com 60 mil habitantes, localizada a 470 metros de altitude. A povoação do lugar começou por volta de 1870, visto que ali se formou um ponto de comércio de gado. A cidade é cortada pelo rio Ipojuca, um dos mais poluídos de Pernambuco. O Ipojuca (“água da raiz podre”, em tupi) nasce em Arcoverde e tem um curso de 320 km.

Nosso grupo se reuniu às seis horas da manhã da quinta-feira no Parque da Jaqueira. Após um breve atraso de Moysés e Flávia, partimos em direção ao bairro da Torre, onde Guilherme se juntou a nós. Seguimos por Cidade Universitária e logo saímos da área urbana do Recife. Fizemos a primeira e breve parada no posto de gasolina de Santo Aleixo.

A segunda parada foi na Cabana de Taipa, em Bonança, onde alguns tomaram um segundo café da manhã. A terceira parada foi no posto de gasolina da entrada de Pombos. Então, subimos a famosa Serra das Russas, lentamente e com paciência, e após a ponte fizemos uma parada de descanso na sombra das árvores da estátua da santa. Depois de algum bate-papo, partimos para complementar a subida, passamos pelo túnel e descemos para Gravatá. Pouco antes da cidade, paramos para almoçar no rodízio do Chalé de Ouro.

Retomamos o pedal e comemos os últimos vinte quilômetros até a cidade de Bezerros, onde chegamos por volta das quatro horas da tarde, e nos hospedamos no Hotel Brisas da Serra.

Daí, conversas na beira da piscina, umas cervejas e tira-gostos, até ao anoitecer. À noite, jantamos no restaurante do hotel, e a maioria de nós deitou cedo. Eu e Baga, por exemplo, deitamos por volta de oito e meia da noite e dormimos até às seis e quinze do dia seguinte, quase dez horas de sono.

 

Bezerros – Sairé – Bezerros: 42 km mistos, terra e asfalto.

Sexta-feira, 1 de junho de 2018.

Sairé, cidade com 10 mil habitantes, localizada a 660 metros de altitude, começou a ser povoada quando se abriu uma estrada para ligar Bezerros a Bonito, por volta de 1890, e inicialmente se chamava Boca da Mata, depois São Miguel (1896) e Sairé (1943). O rio Sirinhaém (“prato de siri”, em tupi), que nasce em Camocim de São Félix e tem percurso de 158 km, passa perto da cidade, e diz-se que o nome Sairé é uma corruptela do nome do rio.

Camocim de São Félix, surgiu como pouso de tropeiros por volta de 1890, com o nome de Camocintuba, e em 1895 foi erguida uma capela dedicada a São Félix de Cantalice. O nome da cidade vem do tupi camucim, pote, vaso ou urna funerária. Diz-se que quando da construção das primeiras habitações, foram encontradas urnas funerárias dos indígenas que antes habitavam a localidade. Camucim está situada a uma altitude 723 metros, e conta com 18 mil habitantes. São Félix de Cantalice (1515-1587), foi um frade capuchinho italiano. É representado carregando um saco no qual recolhia esmolas na cidade de Roma.

Naquela sexta-feira, tomamos o café da manhã às seis e meia e antes das oito saímos para o pedal. Um curto trajeto de asfalto e entramos para a estrada de terra que sobe na direção de Sairé. A paisagem da região é muito bonita e de relevo difícil, um sobe e desce constante. Em Sairé, fizemos uma breve parada de descanso e reabastecimento. Continuamos nossa rota pelas terras do município de Camucim até aportarmos na Cia da Coalhada, que fica na margem da rodovia estadual PE-103. Depois de descanso e hidratação na Coalhada, seguimos pelo asfalto da rodovia até a BR-232, e logo chegamos ao hotel.

Comemoração pela boa pedalada na beira da piscina, jantar no hotel à noite, e dormir cedo para partir no dia seguinte.

 

Bezerros – Carpina: 95 km.

Sábado, 2 de junho de 2018.

Carpina, cidade da Zona da Mata de Pernambuco, com 80 mil habitantes, situada a 184 metros de altitude. Diz-se que o nome da cidade vem de um carpinteiro que morou na região. A localidade é povoada desde o final do século 19, e chamou-se Chão do Carpina e Floresta dos Leões.

Tomamos o café da manhã às seis e meia e pouco depois das sete e meia partimos para mais uma jornada. Entramos na cidade de Bezerros, seguindo na direção de Serra Negra. Nossa rota seguiu pela PE-97, uma rodovia que contorna a famosa Serra Negra, enfrentando o relevo mais ameno das faldas da serra. Paisagem belíssima nesse trajeto até a chegada em Limoeiro. Passamos por Ameixas e pegamos a PE-95, seguindo por Cumaru e Passira. Fizemos uma parada de descanso e hidratação no simpático Bar do Recanto, município de Cumaru, e outra breve parada em Passira. Cruzamos o ruio Capibaribe por uma passagem molhada e adentramos o centro de Limoeiro. Seguimos lentamente procurando um lugar para almoçar. Encontramos a agradabilíssima Choparia Paulista, que servia feijoada naquele sábado. Foi um almoço divertido, animado e delicioso, com cervejas e cachaças. Por acaso, quando paramos na Choparia, caiu o maior temporal, que durou o tempo do nosso almoço. Quando partimos de lá, as ruas estavam molhadas e com água empoçada, mas já não chovia. A rodovia PE-90, de Limoeiro a Carpina, é muito trafegada e seguimos lentamente e com muita atenção para evitar incidentes. Adentramos Carpina e logo nos hospedamos no Uno Hotel.

Na chegada ao hotel, verifiquei que meu pneu traseiro estava com um pequeno furo, o pneu vinha descalibrando no trajeto. Troquei a câmara, guardamos as bicicletas na garagem e depois alguns foram à piscina, outros cuidar de seus assuntos. À noitinha, nos reunimos na piscina, depois jantamos no restaurante Dona Benta, e encerramos cedo à noite, todos cansados e satisfeitos.

 

Carpina – Recife: 57 km.

Domingo, 3 de junho de 2018.

Recife tem um milhão e seiscentos mil habitantes e está situada ao nível do mar.

Tomamos nosso café às seis e meia e, sem pressa, nos preparamos para sair pouco depois das oito da manhã. Seguimos pela BR-408 até a localidade de Tiúma, onde pegamos a PE-5, passando por São Lourenço da Mata e Camaragibe. Por fim, seguimos pelos bairros de Dois Irmãos, Apipucos e Casa Forte, onde paramos no Real Botequim para as libações, cumprimentos e adeuses finais.

Excelente passeio na companhia de amigos queridos.

Advertisements