Minas Gerais: de Alagoa até Passa Quatro (66 km)

Café da manhã e me despedi de Guela-Magrela, a proprietária da Pousada Flores da Mantiqueira. Ainda em Alagoa, passei pela insólita Igreja Wesleyana.

A saída da cidade é por asfalto, mas logo o asfalto dá lugar à uma estrada de terra larga, com belos panoramas. Quando some o asfalto, começa uma enorme subida de 11 km, na qual se sai de 1100 metros para 1800 metros de altitude. É uma subida que parece infinita. A gente sobe tanto que os picos que eu via lá de baixo, agora estavam ao meu lado, na mesma altitude. Aos 1800 m, parei e fiz um lanchinho, estava até tonto, não sei o motivo. Tomei um achocolatado, comi três fatias de pão, e água.

Até chegar ao topo, havia sol com nuvens, mas o tempo vinha mudando e nuvens negras apareciam sobre as serras. Coloquei o corta-vento, pois imaginei que viria alguma descida e que ia fazer frio.

Pois começa ali uma descida de 20 km. O vento era muito frio, congelante, e começou a chuviscar. A paisagem na descida é bonita, mas quase não tirei fotos, pois meus dedos estavam duros de frio, e eu não queria ficar muito tempo por ali, pois a chuva poderia ficar mais forte. É curioso que no lado da subida, a vegetação é menor, mais agreste, e no lado da descida, a vegetação é de matas fechadas. Além disso, na subida é estrada de terra e na descida é calçamento de blocos hexagonais.

Bom, com tanta descida, cheguei rapidíssimo na cidade de Itamonte. Cidade sem graça, não gostei, era cedo, então almocei em um self-service sem balança, não exagerei na quantidade para poder pedalar mais leve. Inicialmente, pensava em ficar em Itamonte, mas como não gostei da cidade, continuei.

Peguei uma estrada de terra para a cidade de Itanhandu e, antes de chegar a essa cidade, vi uma outra estrada que seguia ao lado do Rio Verde, na direção de Passa Quatro. Peguei essa estrada e, enquanto ela seguia ao lado do rio, as subidas eram suaves, mas quando ela se afastou do rio, as subidas ficavam cada vez mais fortes. Subia e subia. Encontrei um rapaz que vinha com três cachorros e perguntei a ele se a estrada continuava subindo até Passa Quatro e ele me disse que não, que agora era só descida. E foi mesmo. Um descidão com muitas curvas e bela paisagem até perto de Passa Quatro.

Entrei na cidade, que é muito mais simpática que Itamonte e me hospedei em uma pousada.

O nome da cidade se deve a que os bandeirantes faziam um pouso aqui, e para chegar a esse pouso, era necessário cruzar o mesmo rio quatro vezes. O rio acabou recebendo o nome de Passa Quatro, e o pouso virou povoado com o mesmo nome.

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Alagoa – Passa Quatro
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Alagoa – Passa Quatro
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Alagoa – Passa Quatro
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4 thoughts on “Minas Gerais: de Alagoa até Passa Quatro (66 km)

  1. Esse lugar é um verdadeiro passeio de montanha russa. 😁

    Ficou tonto com a pressão atmosférica 😝

    Que é isso, essa tal de metodista Wesleyana? 😲

    Guela só me lembra goela (garganta). Kkkkkk

    Cruzar o mesmo rio quatro vezes? Haja paciência.

    Gostei da nuvem na quarta foto e dos desenhos na parede do bar e do lugar que vende artes.
    E as frozinha, tão lindas!

    Depois desse tempo no meio do mato vai ser difícil se acostumar na cidade grande de novo sô.

    Liked by 1 person

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