Minas Gerais: do Serro até Conceição do Mato Dentro (67 km)

O Serro é uma cidade pequena, belíssima e com patrimônio arquitetônico muito bem conservado. O café da manhã na Pousada do Queijo teve, entre outros itens, o Queijo do Serro, naturalmente.

O dia amanheceu limpo, céu azul e sol de rachar.

O percurso de hoje começou com os 15 km de asfalto até a cidade de Alvorada de Minas. Esse trecho é muito bonito, a rodovia de asfalto é tranquila, com pouco movimento, a paisagem bela, algumas subidas fortes.

Em Alvorada de Minas, abasteci de água e passei pelas duas igrejinhas da cidade. Daí, peguei a estradinha de terra com subidas enormes, íngremes e fortes. Trecho bastante difícil, belas paisagens.

Essa estradinha desemboca, com um descidão na MG-10, uma rodovia sem asfalto, é larga, mas é estradão de barro. É uma estrada agradável de pedalar, tem boas subidas, mas não tão fortes, a paisagem é boa, mas não surpreendente, é mais comum, campos e campos. Passam caminhões de mineradoras nessa estrada, mas sem problemas, todos se afastavam para passar, foi tranquilo.

Parei em um bar de madeira e comprei água, e perguntei ao dono se haveria pela frente, na estrada, algum lugar para almoçar. Ele deu a indicação exata: mais adiante, depois de uma ponte e uma subida, eu encontraria o Restaurante Parada dos Caminhoneiros. E onde tem caminhoneiro, tem comida boa e barata.

Encontrei o restaurante, 14 reais e comia-se à vontade, fogão de lenha, feijão tropeiro, feijão comum, macarrão, galinha, linguiça, vaca atolada, tomates. Podia repetir quanto quisesse, mas usei de moderação, já ia sair pesado de lá. Ainda tomei uma Kaiser latão, e de sobremesa, duas cocadas, a cinquenta centavos cada uma. Acompanhei a conversa de alguns motoristas que falavam dos roubos do governadores de Minas nas obras de asfaltamento de estradas.

Pesadão do almoço, voltei a subir minhas ladeiras no estradão da MG-10. Mais adiante, há uma enorme mineradora a céu aberto, do lado direito da estrada. É um troço completamente horroroso, montanhas esburacadas e retificadas. O pior é ver, como eu vi, que imensas áreas de vegetação natural e fechada pertencem a essas mineradoras. Ou seja, no futuro, mais devastação.

Em certo momento, aos 45 km percorridos, a estrada de terra vira de asfalto e começam umas subidas enormes, fortíssimas. Fui gramando essas subidas por uns dez quilômetros até um descidão que vai até a entrada para Córregos. Ali pude ver a grande serra que havia transposto. Daí em diante, até Conceição do Mato Dentro, o relevo é mais suave.

Conceição do Mato Dentro tem esse nome porque os bandeirantes que conquistaram esse território, em busca de ouro e pedras preciosas, sempre diziam “é mato a dentro, é mato a dentro”. Com o tempo, perdeu-se o “a”.

Esta cidade não tem a qualidade do Serro e de Diamantina. Conceição tem um centro histórico com pouquíssimos prédios de época conservados. É triste ver um ou outro prédio antigo e belo no meio de edificações sem nenhuma qualidade. Nem deu vontade de fotografar os poucos exemplares que restavam.

Sem título

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