Minas Gerais: do Tabuleiro até Congonhas do Norte (45 km)

Em Minas Gerais, quarenta ou cinquenta quilômetros equivalem a cem quilômetros nas planuras do litoral.

Hoje, eu imaginava chegar bem cedo à Congonhas do Norte e continuar até Gouveia, mas o relevo não permitiu.

Depois do café da manhã na Pousada da Gameleira, arrumei a bagagem, me despedi de Samuel, o proprietário, e parti. Os primeiros dez quilômetros foram de subidas fortes. No topo das ladeiras, muitas vezes eu parava para admirar a imponência das serras, das rochas e das montanhas. As primeiras subidas deixavam ver, olhando para trás, o tabuleiro de rocha de onde despenca a cachoeira.

Perto da bifurcação para o distrito de Itacolomi, aparece uma descida forte e o relevo se torna mais plano. Entrei à esquerda para Itacolomi, passei pela igrejinha da cidade, o distrito parece ter uma única rua. Depois de Itacolomi, algumas subidas leves, mata, silêncio apenas quebrado pelos sons das aves. Essas estradas são de terra e talco, é como o pessoal daqui chama a grossa camada de pó, poeira de barro, sei lá, que se acumula em alguns trechos.

A estrada de terra desemboca na rodovia asfaltada que segue em direção à Congonhas do Norte. Levei duas horas desde o Tabuleiro até a rodovia, uma distância de apenas 16 km. Na rodovia, a viagem rendeu mais até depois do distrito de Ouro Fino. Passei por esse pequeno distrito bem devagar, procurando um restaurante ou self-service, mas só havia mercadinhos e bares.

Logo depois de Ouro Fino, aparecem no horizonte impressionantes formações rochosas. E daí em diante, o trajeto é quase sempre em subida. Enormes e longas subidas, e poucas e curtas descidas entre elas. Nesse trecho, saí de 700 metros para mais de 1100 metros de altitude. Em uma dessas subidas, passou por mim uma motocicleta, buzinaram alegremente diversas vezes, e reconheci na garupa, a moça que me havia dado água quando eu estava fazendo a travessia da Lapinha para o Tabuleiro.

São muitas subidas nesse trecho, tem que ter paciência. Por fim, os quilômetros finais para Congonhas são em descida e por estrada de terra. Nessa estrada, encontrei uma ave de rapina, não sei se gavião ou falcão, que bicava restos de um animal. Parei e fiz fotos.

Cheguei no centro de Congonhas do Norte por volta das duas e meia da tarde, não daria para seguir até Gouveia. Encontrei o Hotel e Restaurante Xodó. No restaurante, estavam a moça que encontrei no Parque do Tabuleiro, Carol, e um dos rapazes que estavam com ela dois dias atrás. Ele, Lilo, é guia na cidade de Cardeal Mota, e estava guiando Carol em algumas trilhas na região. Foi uma alegria esse reencontro inusitado. Peguei o cartão de Lilo, pois posso precisar de um guia em alguma futura aventura pela Serra do Cipó. Carol e Lilo retornaram para Cardeal Mota. Eu almocei um pratão de comida com Brahma e peguei um quarto no pequeno hotel.

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3 thoughts on “Minas Gerais: do Tabuleiro até Congonhas do Norte (45 km)

    1. Retrovisor é essencial quando tenho que pegar asfalto, pode-se ver com facilidade o comportamento dos veículos que vem longe, lá atrás. E aqui em geral, eles se afastam bastantge para passar. Abraços

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  1. “No topo das ladeiras, muitas vezes eu pagava para respirar” kkkkk

    Reparei no retrovisor também.
    Hehehehhe

    E o predador ali só na espreita pra comer os bichanos.

    Gostei da casinha azul e branca.

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