17º dia: Morro Branco – Fortaleza (CE) (85 km)

Um dia difícil, mas muito recompensador.

Saímos cedo de Morro Branco, a maré estava secando, mas a praia não era boa de pedalar, areia que agarrava o pneu da bicicleta. Subimos da praia e seguimos por estradão de barro com costela de vaca até a foz do Rio Choró. A balsa, bem simplesinha, estava do outro lado, mas veio nos buscar, guiada pelo jovem Iago. Atravessamos, cruzamos uma infinita zona de areia fofíssima, e chegamos à praia, ali na cidade de Barra Nova. Esta praia era bem pedalável mas, alguns km adiante, uma zona de pedras muito extensa.

Empurramos até o final da pedreira e pudemos pedalar novamente. Chegamos à foz do Rio Mal Cozinhado. Estava rasinho, a maré subia mas dava para atravessar a pé, com água no joelho. Retiramos os alforjes e cruzamos o rio. Do outro lado, a praia de Águas Belas e a cidade de Caponga. Dali em diante, a maré não permitia mais seguir pela praia. Esse trecho faz diminuir o percurso do dia em 15 km, mas há uma grande perda de tempo. Em compensação, há a beleza das praias e das duas travessias.

A partir da Caponga, seguimos por rodovia asfaltada e tranquila, com algumas subidinhas e descidinhas, chamamos esse trecho de toboguinho, um tobogã pequeno. Passamos pelo Frigorífico O Cornim, que foi devidamente fotografado. Chegamos à cidade de Pindoretama, passamos por um restaurante self-service de aspecto agradável, e paramos para almoçar.

Continuamos pela rodovia duplicada CE-40, com bom acostamento, até que entramos para a cidade de Aquiraz, pois daí se pode ir para Fortaleza por estradas próximas ao mar. Depois de Aquiraz, essa estrada asfaltada é, também, um sobe e desce constante. Há acostamento estreito, mas depois da entrada do tal Beach Park, há trechos sem acostamento, muito incômodo passar ali.

Depois desse trecho, a estrada melhora e começa uma ciclovia no canteiro central. Antes de entrar na ciclovia, paramos em uma loja de conveniência para algumas cervejas e picolés. Seguimos pela ciclovia até a entrada de Sabiaguaba, à direita. Passamos por uma enorme duna e cruzamos a ponte sobre o Rio Cocó. Ali entramos, de verdade, em Fortaleza. Seguimos pela ciclovia da Praia do Futuro, que está coberta de areia da praia, em alguns trechos. Passamos pelo porto e chegamos à praia de Iracema, onde nos hospedamos em uma pousada.

À noite, comemoramos os 974 km pedalados no excelente Restaurante Coco Bambu, na beira-mar da cidade.

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