15º dia: Praia de Peroba – Canoa Quebrada (CE) (39 km)

Viajar de bicicleta não é fácil. Todo dia é necessário lavar e lubrificar as bicicletas, em especial quando se pedala perto do mar, lavar roupas, escolher uma pousada, procurar lugar para comer, verificar a rota, verificar a situação da maré, e muito mais.

Hoje de manhã, o café começou às sete na Pousada Estrela de Peroba, e a gente lá, até mesmo apressando o pessoal da pousada a colocar logo o café, pois o ponto mais baixo da maré aconteceria às oito e vinte e a gente precisava aproveitar para pedalar pela praia.Era necessário ir pela praia, pois esse trecho é muito bonito, composto de falésias as mais diversas. Se alguém passa apenas pela estrada lá em cima, não verá nada da beleza na beira da praia.

Depois do café, saímos pedalando pela praia de Peroba, passamos a praia Redonda e fomos nos aproximando da incrível Ponta Grossa. O trecho entre a Redonda e a Ponta Grossa é bem difícil de pedalar, mesmo na maré baixa. A Ponta Grossa é uma impressionante formação geológica, composta de falésia e duna, que pode ser vista desde Canoa Quebrada, a quase quarenta quilômetros de distância.

Chegamos a ela, a tal Ponta Grossa. Na ponta mesmo, há uma imensa duna de cor alaranjada que desce da falésia. Em volta da ponta, inúmeras rochas negras que adentram o mar. Esse trecho da ponta e os km seguintes são bons de pedalar.

Entretanto, a partir da localidade da Fontainha, a areia é pesada, daquelas que agarram o pneu, mesmo na maré baixa. A pedalada não rende, é um esforço maior e contínuo, é como estar subindo uma ladeira, só que no plano. Nesse trecho, uma família que seguia de carro para a Ponta Grossa nos parou e perguntou sobre a viagem, e um deles veio tirar fotos com a gente.

Continuamos com certa dificuldade, mas a beleza das diferentes falésias fazia valer a pena. Quando chegamos na praia de Quixaba, decidimos parar e almoçar em um dos restaurantes da beira da praia. Aproveitei para um bom banho de mar. A maré estava subindo e como entre Quixaba e Canoa não há falésias de destaque, depois do almoço, nós pegamos a estrada asfaltada.

A rodovia parte de Quixaba, passa por Majorlândia e liga à Canoa Quebrada. Ainda na rodovia e bem perto de Canoa, o pneu dianteiro de Baga começa a murchar. Nós seguimos dando bombadas de vez em quando, para não ter que trocar a câmara naquele sol de rachar.

A gente estava um pouco apreensivos, pois certamente seria difícil de achar um quarto nas pousadas da cidade, visto que era sábado, havia sol forte, e a cidade estava cheia. Mas eu disse a Baga para irmos direto para a Pousada Lua Morena, pois em uma vez anterior, e na mesma situação de final de semana e tudo cheio, eu, Moysés e Valdir conseguimos por sorte um quarto nessa pousada. Eu tencionava que a sorte se repetisse.

Seguimos pela Broadway de Canoa, algumas pousadas já com a placa de “lotado” do lado de fora, e Baga já dizendo que nem a pau ia ter vaga na Lua Morena. Chegamos na Lua Morena, entrei na recepção e a moça, que já me conhecia, disse que alguém havia cancelado uma reserva e havia um quarto para nós. Outro golpe de sorte.

Lavamos as bicicletas e fomos para a praia. À noite, descobrimos um bom e simpático restaurante fora da zona do agito, em uma das ruas mais calmas da cidade.

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