12º dia: Galinhos – Ponta do Mel (RN) (100 km)

Um pedal de 100 km não é fácil e ainda mais nessa região quentíssima do Rio Grande do Norte. Entretanto, nesse trecho é necessário estender a quilometragem pois entre Macau e Ponta do Mel não há lugar para ficar.

Depois do café da manhã na bela Pousada Made in Aqui em Galinhos, nos despedimos dos amigos Pascal e Sylvie e pedalamos para o porto da cidade. Descemos as bicicletas pesadíssimas para o barco de Jairam e fizemos a travessia para a cidade de Guamaré. Abastecemos de água e bananas e seguimos por rodovias asfaltadas em direção à Macau. Não é possível seguir pela praia pois toda esta região é composta por mangues.

Chegamos cedo à Macau, por volta de onze e meia, então aproveitamos para almoçar em um self-service da cidade, visto que dali em diante é praticamente um deserto. Depois do almoço e de abastecermos de água, cruzamos a ponte e pedalamos por dentro das Salinas Henrique Lages. As estradas ali são de terra e passam entre as inúmeras lagunas onde o sal vai se formando.

O calor era fortíssimo e aumentado pela brancura do sal. Seguimos até o Rio das Conchas onde há um barquinho para a travessia. Chegou lá, também, um motociclista e atravessamos o rio com as duas bicicletas e a moto no barquinho. Do outro lado, continuamos pela estradas da Henrique Lages, passamos pela laguna de sal rosa, e enfim desembocamos na vila de Logradouro. Nossa água já estava se tornando pouca para a nossa enorme sede, mas não havia nem vendinha, nem bar, nem armazém naquele Logradouro.

Seguimos pelo asfalto contra o vento até a bifurcação da entrada de Porto do Mangue, pegamos à esquerda e o vento diminuiu um pouco de intensidade, mas ainda não ajudava, era um forte vento lateral. Esse trecho é uma região de grandes dunas que gostam de atravessar a estrada e, muitas vezes, toda uma faixa da rodovia estava ocupada pela areia das dunas.

Depois de sairmos da região dunosa, a estrada chegou ao mar na Praia do Rosado. Saímos do asfalto e descemos para a areia da praia, a maré estava seca e dava para pedalar. Bagaceira encontrou um bar e, com a grande sede e já sem água, tomamos a melhor cerveja gelada em muitos anos.

Seguimos pela areia dura da praia até Ponta do Mel, onde nos hospedamos na Pousada Maré, cuja dona se chama Eliane. À noite, Dona Eliane e sua filha Daniele prepararam uma deliciosa ceia de cuscuz com verduras, ovos, pão e café.

Foram 100 km difíceis, mas de muita beleza rústica, solar, agreste.

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