Usina São Gonçalo e Povoado Samba – Alagoas

Sem título

Havia a previsão de fazermos um pedal de estradão no sábado, naquela região de Maragogi, Alagoas, entretanto, o pessoal começou a farrapar, por vários motivos, curtir o mar e o prometido churrasco, caminhar, leseirar. De todo modo, eu e minha queirda Bagaceira decidimos manter a programação e fizemos um passeio muito bonito, interessante e relativamente curto, de 30 km.

Foi curioso, pois eu não havia visto ou lido nada sobre essa rota, apenas vi no meu mapa Tracksource que havia um estradão que começava pertinho da praia de São Bento, onde a gente estava, seguia na direção da Usina São Gonçalo, passava pelo Povoado Samba e retornava para a rodovia na altura de Maragogi centro.

Então, assim fizemos, eu e Baga, logo cedinho saímos com as bicicletas, cruzamos a rodovia e começamos a seguir a rota. De início, estreita, entre casas humildes da beira da rodovia. Logo, a estrada fica mais larga e confortável, de barro, evidentemente, cercada de muita vegetação. Alguns poucos trechos de lama e barro molhado, mas nada que impedisse a passagem. Algumas subidas, mas sem dificuldade.

Chegamos a uma longa descida de onde se podia ver a Usina, poucos quilômetros à nossa frente. Não fomos até lá, pois pegamos à direita em direção ao povoado. Este trecho mistura vegetação natural e canaviais. O povoado é um agrupamento simples de casinhas e uma igrejinha. Em uma casa, perguntei a uma menina o nome da localidade, pois, às vezes, os mapas trazem nomes incorretos, mas ela confirmou que ali era o Samba.

Do Samba em diante, o estradão é cercado apenas de canavial e segue quase reto em direção ao mar. Havia um subidão, bem inclinado, mas largo, e subimos, naturalmente, enquanto descia um senhor à cavalo. Pouco depois da metade da subida, quando cruzamos com o cavaleiro, ele parou o cavalo para nos ver passar, admirado, e disse algo como “essa bicicletinha, hein”. Mais adiante, passamos por um cidadão que, aparentemente, recolhia capim ou outro tipo de vegetação, no meio de um campo. Demos bom dia e ele disse “olha, lá em cima, se tiver uma bicicleta vermelha encostada, vocês fazem assim” e fez o sinal do polegar para cima. Subimos essa ladeira, até suave, e lá em cima, na curva, vimos a bicicleta vermelha encostada na cerca. Fizemos o sinal de ok para o rapaz, que pareceu ficar satisfeito.

Apenas me pergunto se, por acaso, a bicicleta dele tivesse sido levada, de que adiantaria ele saber de antemão. Para ficar triste? Para sair correndo atrás, não adiantaria. Pergunto-me, também, por que ele não descia a bicicleta até um lugar em que pudesse vê-la, em vez de ficar assim preocupado.

Logo mais, passamos por um caminhão de pau de arara, o pessoal de cima do caminhão acenou para nós. Mais adiante, chegamos à rodovia, bem perto do centro de Maragogi. Seguimos por ela até a nossa praia de São Bento, e demos por encerrado o passeio.

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Usina São Gonçalo e Povoado Samba
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