Strava e o planejamento urbano

Um artigo no jornal The Guardian discorre sobre como a imensa base de dados do Strava está sendo utilizada no planejamento urbano. Claro que isso não se aplica ao Recife e ao Brasil, pois aqui não há planejamento de coisa alguma. O artigo diz que mais de setenta cidades ou regiões no mundo usam os dados que nós, ciclistas, corredores e pedestres armazenamos diariamente no Strava, e faz uma comparação com a situação anterior, na qual essas cidades contavam manualmente os ciclistas e pedestres que passavam em uma determinada área, por amostragem.

Hoje, os urbanistas podem visualizar o comportamento de um grande volume de ciclistas e pedestres de uma cidade ou região. Planejadores podem ver para quais estações de trem/metrô os ciclistas pedalam preferencialmente e como eles chegam a essas estações, por exemplo. Isso pode resultar em melhores rotas para ciclistas e pedestres e mais bicicletários. Um exemplo do que poderia ser feito no Recife, caso houvesse interesse, seria constatar que, em diversas ruas de mão única, há fluxo continuado de ciclistas na contramão. Isso ocorre porque essas ruas fornecem um atalho aos ciclistas, ou são mais tranquilas, mesmo considerando o risco de andar no contrafluxo. A partir dessa constatação, a Prefeitura poderia instalar ali uma rota de bicicletas, ciclovia ou ciclofaixa. De fato, a utilização e a utilidade desses dados é quase infinita. O artigo pode ser encontrado no site do The Guardian.

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