Recife – Gravatá – Recife

Sem título

Com o grupo Maré Bikers, sem muito planejamento, combinamos de ir até Gravatá na sexta-feira e voltar no sábado. Gravatá é cidade do Agreste de Pernambuco, situada a cerca de 80 km de Recife e a 500 m de altitude. Como quase todos precisam trabalhar, marcamos a saída para as 15h da tarde da sexta. Eu e Baga partimos da nossa casa às 14:40h e logo após encontramos os outros ciclistas na Av. Ruy Barbosa. Eram eles: Gabi, Berna, Águia e Edson. Dali seguimos por dentro da Torre e paralela da Caxangá, depois Engenho do Meio, Sudene, Cidade Universitária e um trecho curto da BR-101 até entrarmos na BR-232 que conduz direto à Gravatá. Fizemos esse trajeto de saída para evitar a Av. Abdias de Carvalho, mais direta porém mais movimentada e perigosa para ciclistas.

Seguimos com o grupo animado pela 232, sem problemas, sem cansaço e sem paradas até a metade do trajeto, lá pelos 43 km, quando paramos na Cabana de Taipa, que já estava fechando naquele horário, pouco depois das cinco da tarde. Entretanto, havia o Pão com Linguiça aberto, que nos serviu uma comida deliciosa. O pessoal reabasteceu o buchinho e, nesse meio tempo, a noite chegou. Preparamos os farois e iniciamos a segunda etapa do trajeto. De início, a gente estava um pouco inseguro, por causa da escuridão. Mas logo nos acostumamos com os nossos farois e, além disso, procuramos pedalar juntos, dois a dois, e orientando a todos sobre buracos, areia e água no acostamento.

Nossa segunda parada foi em um posto de gasolina em Pombos. Reabastecemos de água e iniciamos a subida da Serra das Russas, cerca de 8 km, algo que leva entre 45 a 60 minutos para se fazer. Foi um trecho muito bom, pois a quantidade de veículos havia diminuído, a subida é lenta, e se pode apreciar o céu negro e as estrelas. Na entrada do túnel, paramos para fotografias e encontramos Ricardo, marido de Gabi, que vinha de carro para nos encontrar e passar a noite conosco no hotel. Depois do túnel, encontramos Bielo e Ana, que passavam de carro em direção à Gravatá. Logo após esse feliz encontro, fizemos a última parada no Rei da Coxinha. Logo chegamos ao Hotel Petur, nos instalamos, tomamos banho e fomos curtir a noitada, com vinhos, cervejas e queijos, muitas piadas e casos, na beira da piscina.

No sábado, depois do bom café da manhã e dos preparativos, e ainda alguma conversa divertida, recebemos Sandra e Gena que foram de Recife, de carro, para fazer o retorno de bicicleta com a gente. Aproveitamos para enviar as bagagens para Recife no carro de Gena, dirigido pelo primo dele. Saímos do Hotel Petur pouco depois das nove da manhã e iniciamos a descida pela estrada de terra da Russinha, que é mais agradável, mais pictórica e tranquila. A estrada tem muitas subidas e descidas, passa pela localidade de Russinha e leva até Pombos, uma distância de 20 km. Em Pombos, fizemos um breve reabastecimento, pegamos a rodovia novamente, e atravessamos para o lado correto pela passarela.

O sol forte nordestino nos acompanhou durante todo o dia, evidentemente. Por esse motivo, fizemos um retorno mais lento, com mais paradas. Paramos em um posto de gasolina entre Pombos e Vitória para reabastecer e, antes de partir, percebi meu pneu traseiro furado. Retirei a câmara furada, mas não encontrei o causador do furo, devia ser um espinho que entrara e saíra. Com a câmara nova, partimos. A próxima parada foi na Cabana de Taipa, antes de Bonança. Aí almoçamos e até mesmo deu para tirar um breve cochilo no gramado sombreado da frente. Seguimos e a parada seguinte foi no caldo de cana da entrada de Matriz da Luz. Nessa parada, percebi o pneu dianteiro de Bagaceira furado. Fui sorteado mesmo: nessa viagem, só dois pneus furados e ambos na minha família. Seguimos e entramos em Recife. Depois do Curado, passamos para o outro lado da rodovia, pois do lado de ida, o acostamento praticamente não existe, e do lado oposto, além do acostamento, há grandes áreas asfaltadas e sem tráfego de veículos. Antes do viaduto que conduz à Abdias de Carvalho, pegamos uma alça que leva a BR-101 e logo cruzamos a passarela para o lado correto da via. Seguimos para a paralela da Caxangá e passamos na casa de Sandra e Gena para pegar nossas bagagens.

Mais adiante, eu e Bagaceira nos despedimos dos remanescentes, que seguiriam para a Av. Norte, e entramos na Torre, depois Casa Forte e fomos jantar no Parraxaxá. Ali, tomei a única e última Bohemia long neck do dia. Depois do jantar, casa e banho e dormir. Fim do passeio, um total de 170 km, sem pressa, com cuidado para tentar evitar os muitos perigos das rodovias brasileiras, sem preocupação com velocidade ou hora de chegada. Excelente passeio com amigos muito divertidos e solícitos.

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